Médicos cubanos são alvos de denúncia no Ceará

O Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) apura denúncias sobre a atuação irregular de quatro médicos cubanos nas equipes dos Programas de Saúde da Família (PSF) em Icapuí, a 209 quilômetros de Fortaleza, e em Barbalha, a 550 quilômetros. O presidente da entidade, Lino Holanda, informa que profissionais da área médica só podem exercer a profissão no Brasil após validarem seus títulos de formação em qualquer universidade brasileira e inscreverem-se no Cremec.No caso de Barbalha, os dois médicos cubanos, acusados de atuarem nos hospitais São Vicente de Paulo e Santo Antônio, pediram um prazo para regularizarem suas situações. O período, no entanto, já se esgotou e, de acordo com Lino Holanda, a denúncia contra eles será encaminhada à Polícia Federal.Os representantes dos hospitais negam que os médicos estejam exercendo a profissão. Segundo eles, a atuação dos cubanos se limita ao Centro de Estudos, na condição de professores, debatendo e assessorando os profissionais locais. Segundo eles, há um convênio com o Ministério da Saúde de Cuba, que assegura a permanência dos médicos por um período de dois anos. O contrato, segundo eles, está registrado no Ministério do Trabalho.Em Icapuí, fiscais do Cremec já comprovaram o exercício ilegal da profissão e vão denunciar o caso à Polícia Federal. A dificuldade de contratar médicos brasileiros para atuarem no interior cearense é usada como justificativa para a utilização da mão-de-obra cubana. Para um médico aceitar ficar, as prefeituras estão tendo que pagar salários acima de R$ 4.500,00, valor considerado alto para a realidade local. Lino Holanda diz que a "desculpa" não é verdadeira. "Tem prefeitura que até oferece esses salários, mas não paga".

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