Médicos dão dicas de como adaptar organismo à mudança de horário

Alteração na rotina causada pelo relógio adiantado pode acarretar sintomas como indisposição e sonolência

Teresa Dias e Larissa Fafá, Especial para o Estado

19 Outubro 2013 | 09h07

O horário de verão, que começa à 0h deste domingo,20, representa a mudança de apenas uma hora na rotina, mas ainda assim pode ser capaz de afetar o organismo - mesmo que só por alguns dias. A endocrinologista Jane Feudman explica que o corpo possui hormônios que cuja concentração varia de acordo com os horários e a luz do dia. "Quando há alteração da rotina, você sofre um estresse, pois muda o momento do pico desses hormônios", diz.

De acordo com a médica, geralmente as pessoas passam uma semana com sintomas como indisposição e sono. Depois, a tendência é acostumar-se, mas o período varia de pessoa para pessoa, podendo durar mais algumas semanas. "A dica para não sofrer tanto impacto é, alguns dias antes, dormir 15, 20 minutos mais cedo", afirma.

Ajuste. O horário de verão começa na madrugada de sábado para domingo. Com isso, à meia-noite do sábado, 19, os relógios devem ser adiantados em uma hora. A mudança vai até o dia 16 de fevereiro de 2014.

Os dez Estados afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. As regiões Norte e Nordeste não participam do horário de verão.

Crianças. Apesar da variação de pouco tempo, para os pequenos a diferença de uma hora a mais no horário de verão interfere e muito na qualidade da noite de sono. A neurologista infantil Letícia Soster chama a atenção para o impacto de se adiantar o relógio. Com a necessidade de levantar uma hora mais cedo, a criança acorda para ir a escola e interrompe o sono profundo, chamado R.E.M., podendo apresentar irritação.

"A criança não manifesta a falta de dormir com sonolência, como os adultos. Ela demonstra o cansaço com irritabilidade, normal nos primeiros dias do horário de verão", afirma a neurologista. Uma das formas de acostumá-las com o novo horário é levá-las cada vez mais cedo para a cama, de forma gradativa.

Durante a primeira semana também valem pequenas sonecas depois do almoço ou à tarde, para que consigam descansar até se acostumar com a variação de uma hora.

Prática muito comum entre as mães, colocar a criança para deitar uma hora mais cedo não ajuda tanto quanto se pensa. Letícia diz que a cobrança por dormir mais cedo pode levar ao efeito inverso. Se a criança tiver problemas de insônia, o reflexo é ainda pior. "Ela pode acabar rolando de um lado para o outro na cama e não dormir. Tudo que fazemos de forma gradual pro sono é melhor e nesse caso não é diferente", completa a neurologista.

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