Médicos do Samu em Salvador entram em greve por tempo indeterminado

Profissionais não aceitaram propostas de gratificação feitas pela Prefeitura

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

14 Maio 2013 | 17h40

Depois da paralisação de advertência de 24 horas, realizada em abril, os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Salvador entraram em greve, por tempo indeterminado, na manhã desta terça-feira, dia 14.

Representados pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), os profissionais do serviço não aceitaram as propostas da Prefeitura, de gratificação de 100% sobre o salário-base (de R$ 1.800), com a manutenção da carga de trabalho em 24 horas por semana, ou de gratificação de 200% sobre o salário-base, com aumento da carga horária para 40 horas semanais. A gratificação paga hoje aos médicos do Samu é de 50% sobre o salário-base.

Além de pedir aumento para 200% na gratificação sem mudança na carga horária, os profissionais do serviço reivindicam aumento do salário-base, contratação de mais médicos para o serviço – hoje há cerca de 100 – e melhorias nas condições de trabalho. Em nota, a Prefeitura informou que mantém a negociação aberta e pediu para que a categoria não prejudicasse a população. Segundo a direção do Sindimed, 30% do efetivo do Samu continua o trabalho, prestando atendimentos de emergência.

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