Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Médicos querem pedir que Justiça prorrogue internação de João de Deus

Cardiologista e psiquiatra dizem que médium precisa permanecer em hospital para tratamento de uma pneumonia

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2019 | 13h02

SÃO PAULO - O Instituto de Neurologia de Goiânia anunciou nesta sexta-feira, 19, que vai solicitar a prorrogação do período de internação de João Teixeira de Faria, o João de Deus, réu por violação sexual e estupro de vulnerável. O hospital alega que o médium está com "um quadro de pneumonia e em tratamento" e "necessita continuar internado".

Segundo nota divulgada pela instituição, o cardiologista Alberto Las Casas Júnior e o psiquiatra Leo de Sousa Machado enviarão uma solicitação à Justiça para que João de Deus permaneça internado até ter "condições clínicas de deixar o hospital" e "sem previsão de alta hospitalar". O pedido deve ser encaminhado após o feriado, na segunda-feira, 22.

O comunicado diz ainda que o médium está em tratamento de pneumonia, com a previsão de usar antibiótico venoso por mais cinco dias. "As visitas a João Teixeira de Faria, inclusive de advogados, continuam seguindo as normas do Núcleo de Custódia", diz nota do instituto.

Em março, o ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia permitido a transferência do médium do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia para o hospital por quatro semanas. Ele esteve preso no presídio de 16 de dezembro a 21 de março. 

O Ministério Público Federal (MPF) chegou a entrar com um agravo de instrumento pedindo a revogação do pedido, o que não foi acatado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Desde que foi preso, o médium teve outros pedidos de liberdade negados. A medida determinada pelo ministro do STJ ocorre após apresentação de documentos pela defesa que demonstrariam a gravidade do estado de saúde do médium.

Um dos laudos médicos apresentados mostra um aneurisma na artéria aorta, que abastece o cérebro com sangue, na altura do abdômen. Segundo a defesa, João de Deus apresenta problemas de saúde desde que chegou à prisão. Ele teria sangramentos ao urinar e problemas de sono, além de ter perdido cerca de 17 quilos em cerca de três meses.

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