Ministério Público do Estado de SP/ Divulgação
Ministério Público do Estado de SP/ Divulgação

Megaoperação contra facções criminosas prende 203 pessoas em 14 Estados e no Distrito Federal

Ao todo, 200 mandados de prisão foram cumpridos e outros três pessoas acabaram pegas em flagrante; operação mirou seis facções

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2018 | 10h37
Atualizado 04 de dezembro de 2018 | 20h42

SÃO PAULO - O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), formado por Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos), realizou nesta terça-feira, 4, uma megaoperação contra integrantes de seis facções criminosas que atuam em diversas regiões do País. Ao todo, foram cumpridos 200 mandados de prisão e outros 200 de busca e apreensão. Mais três pessoas também foram pegas em flagrante. Outros 66 suspeitos seguem foragidos.

Dezenas de promotores de justiça, com a ajuda de forças policiais, participaram da ação realizada em 14 Estados e no Distrito Federal. O objetivo era prender integrantes das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP), Amigo dos Amigos (ADA), Primeiro Comando de Vitória (PCV) e Okaida RB.

Os mandados foram cumpridos, simultaneamente, nos Estados do Acre, Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e no DF. O Ministério Público nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul também realizaram diligências e prisões.

Em São Paulo, o Gaeco cumpriu 55 dos 59 mandados de prisão previstos, além de outros dez de busca e apreensão contra supostos integrantes do PCC, a principal facção no Estado. Quatro pessoas continuam foragidas. As ações aconteceram nos municípios de Americana, Arujá, Cerquilho, Guarulhos, Hortolândia, Jaboticabal, Limeira, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio das Pedras e Santa Bárbara D’Oeste, e contam com o apoio das Polícias Militar e Civil.

Segundo o subprocurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, o objetivo seria desmantelar a estrutura organizacional dos grupos criminosos e, consequentemente, desarticular o fluxo financeiro. "Aqui no Estado de São Paulo já houve apreensão de drogas e prisões de pessoas, com postos importantes, ligadas a facções criminosas. Os detidos serão indiciados por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro", disse.

De acordo com Sarrubo, os mandados de prisão e de busca e apreensão em São Paulo foram cumpridos em imóveis residenciais, que funcionariam como escritórios de facções, e estabelecimentos comerciais.

Em Alagoas, o Gaeco foi às ruas, em Maceió e em São Miguel dos Milagres, para cumprir 14 mandados de prisão e de busca e apreensão, todos expedidos pela 14ª Vara Criminal da Capital. Os alvos eram ligados ao PCC e são acusados de vários crimes, como homicídios e tráfico de drogas, segundo investigações. Ao todo, 35 guarnições das Polícias Civil e Militar participaram.

No Mato Grosso do Sul, foram cumpridos dois mandados de prisão em Aparecida do Taboado e Dourados, cidades do interior. Um desses mandados teve seu cumprimento numa casa de custódia, uma vez que o acusado já está preso. Três pessoas foram em flagrante no Espírito Santo.

No Tocantins, a operação previa o cumprimento de 12 mandados de prisão contra o PCC e o CV. A Casa de Prisão Provisória de Palmas foi inspecionada. Coordenado pelo Gaeco, o trabalho contou com a participação de 44 policiais militares e de 35 agentes penitenciários. Nas celas do pavilhão B, os agentes encontraram 748g de emulsão de explosivos no presídio além de dois celulares, diversas facas artesanais, duas garrafas de cachaça artesanal e balança artesanal.

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