Megaoperação contra o tráfico prende 279 pessoas no Paraná

Além da prisão dos suspeitos, foram apreendidas quase 1,3 tonelada de maconha, outras drogas e armas

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2009 | 18h15

A Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) do Paraná coordenou uma megaoperação em todo o Estado, nesta segunda-feira, 26, que terminou com a prisão de 279 pessoas acusadas de atuarem ativamente no tráfico de drogas. Também foram apreendidos quase 1,3 tonelada de maconha, 3,5 quilos de cocaína, 3,7 quilos de crack, 52 armas, além de vários carros e celulares. "Demonstra a força do trabalho de inteligência da polícia do Paraná, que conseguiu reunir informações e transformá-las em elementos para uma operação policial de combate ao tráfico", disse o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.

 

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Todas as divisões policiais da capital e subdivisões do interior, com apoio da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, foram mobilizadas para cumprir 566 mandados de busca e apreensão, além de prisões. "A mim pessoalmente surpreendeu (o resultado da operação) porque imaginava que ainda haveria alguns problemas administrativos, problemas com a Justiça, e não imaginava que o resultado fosse tão expressivo", confessou Delazari. Esta foi a primeira megaoperação deste tipo feita no Estado.

 

O secretário salientou que 95% dos homicídios ocorridos em Curitiba decorrem de algum envolvimento com drogas. "Há relação direta entre droga e armas", afirmou. "Esse descontrole do armamento é muito grande e hoje qualquer jovem de 15 ou 16 anos que está engrossando as fileiras do tráfico de drogas está armado com uma pistola e reagindo à ação policial com violência."

 

Segundo ele, essa realidade confirma a necessidade de a sociedade discutir mais profundamente a questão. Por isso, a Denarc também promoveu palestras educativas em colégios e distribuiu panfletos em locais de grande aglomeração de pessoas.

 

A megaoperação desta segunda é resultado de investigações realizadas nos últimos três meses pela Subdivisão de Inteligência da Denarc. "Foi um golpe certeiro nos traficantes", disse o delegado-chefe do Denarc, Marcus Vinícius Michelotto.

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