Megaoperação da PM em Campinas detém 32 pessoas

Uma megaoperação policial promovida na noite de ontem e madrugada de hoje em Campinas mobilizou 445 policiais, sendo 300 militares e 145 civis, de Campinas e de São Paulo, que patrulharam a cidade a bordo de 116 viaturas, 60 vindas da capital. O trabalho teve início por volta das 15 horas de ontem e se estendeu pela madrugada de hoje. De acordo com o balanço apresentado hoje pela Polícia Militar, foram detidas 32 pessoas, das quais um condenado, um menor e 15 presos em flagrante por porte ilegal de arma, de entorpecentes e roubos. Os policiais abordaram no total 1.979 pessoas e vistoriaram 648 veículos, 13 retidos por irregularidades. Treze armas foram apreendidas e 16 bares vistoriados. Os policiais emitiram 50 multas. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, a operação ocorreu, pela primeira vez em Campinas, porque a cidade "merece atenção". Ele negou, no entanto, que o município seja um dos mais problemáticos do Estado no que se refere à violência. "Está abaixo do vigésimo colocado no ranking estadual", insistiu. O comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Rui César Melo, comentou que os policiais percorreram bairros da periferia e montaram 16 bloqueios em diferentes pontos de Campinas, além de outros seis bloqueios em rodovias que cortam a cidade, com a ajuda da Polícia Rodoviária. Além de Melo, participaram da operação os diretores do Departamento de Investigações do Crime Organizado (Deic) de São Paulo, Godofredo Bittencourt, e do Departamento de Narcóticos de São Paulo, Marco Antônio Ribeiro de Campos, além dos diretores de departamentos da polícia de Campinas. Petrelluzzi explicou que operações semelhantes foram promovidas na Baixada Santista e em Jundiaí, a cerca de 50 quilômetros de Campinas. Para o secretário, o procedimento tem caráter preventivo, apesar das prisões e apreensões conseqüentes. Ele explicou que a intervenção provoca a retração da violência no período seguinte. A megaoperação, conforme Petrelluzzi, integra um bloco de medidas adotadas pelo governo do Estado para melhorar a segurança pública na cidade, como manter em Campinas a Rota de São Paulo e enviar policiais da capital para eventos esportivos, permitindo que a PM da cidade continue nas ruas. "É preciso dimensionar o problema para atacá-lo", disse o secretário. Ele negou que a operação tivesse como um dos objetivos localizar a arma, uma pistola nove milímetros, utilizada para matar o prefeito Antonio da Costa Santos, no dia 10 do mês passado. "Não sei porque a imprensa fala tanto nessa arma. Ela pode ter sido destruída. Todas as provas devem ser consideradas e as provas circunstanciais podem levar à condenação", alegou Petrelluzzi. Ele não quis, porém, entrar em detalhes sobre as investigações da morte de Toninho. "É um inquérito enorme", resumiu. Infocrim - O secretário anunciou ontem a implantação na cidade do Infocrim, um sistema que interliga as delegacias de polícia e auxilia a produção de análises, possibilitando uma visão mais abrangente da criminalidade. De acordo com ele, o sistema deverá começar a operar em abril do próximo ano. Além de Campinas, o Infocrim está sendo implantado em Jundiaí, Guarulhos, São José dos Campos e Ribeirão Preto, conforme Petrelluzzi. O secretário lembrou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou esta semana a contratação de dois mil policiais para o Estado. Ele disse que ainda não há definição de como eles serão distribuídos. Mas confirmou que 47 novos policiais civis serão nomeados para Campinas nos próximos meses na função de teleoperadores, otimizando o setor de comunicações da polícia e auxiliando no Infocrim.

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