Meirelles vai a Lula, mas não consegue apoio para ser vice

Meirelles vai a Lula, mas não consegue apoio para ser vice

Presidente reforça pedido para que continue no comando do BC e ele pede '24 horas' para definir se fica ou não

Fabio Graner, Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2010 | 00h00

BRASÍLIA

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tentou mas não conseguiu o apoio do presidente Lula para ser indicado como vice da pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Ontem, ao fim de uma audiência com Lula, Meirelles ouviu o presidente reforçar o pedido para que continue no comando do BC. Lula deixou claro que não pode se comprometer com os desejos eleitorais dele.  

 

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O Estado colheu dois relatos nas assessorias da Presidência, depois da audiência de Meirelles com Lula. Segundo um dos assessores, o presidente do BC sentiu que "a opção de deixar o cargo e tentar uma candidatura, mesmo ao Senado, é uma decisão no escuro". Foi por causa disso que Meirelles pediu "24 horas" para definir se deixa ou não o BC.

Lula lhe teria pedido que continue à frente do BC até o fim do governo. Disse que deseja entregar ao próximo presidente um País com inflação na meta e em condições para continuar crescendo nos próximos anos.

Mercado. Ao ser indagado se sua indefinição não adicionaria incerteza ao mercado, o presidente do BC disse que o mercado esperou até agora e, por isso, pode, sem problemas, aguardar mais 24 horas.

O novo prazo pedido por Meirelles evidencia, segundo assessores, que ele ainda tem dúvidas sobre qual a melhor alternativa. E a razão de estar hesitante é porque ainda não conseguiu construir um caminho político claro. Para Meirelles, que tem perfil mais técnico e pouco tempo de política tradicional, correr riscos dessa natureza é mais difícil do que lidar com o dia a dia do mercado financeiro e a condução da política monetária. "É muito mais complicado para ele lidar com Michel Temer, Íris Rezende, do que com ata do Copom, Focus e outras questões ligadas à política monetária", resumiu uma fonte ao Estado.

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