Membros do PCC continuam com greve de fome

Quarenta e um membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) presos no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes continuam com a greve de fome, que na quarta-feira, 15, completa dez dias.Porém alguns detentos já estão deixando a greve de fome. Um deles é Alexandre Maciel da Silva. Com sintomas de uma infecção urinária, Silva foi levado ao hospital do CRP no sábado. Nesta terça-feira, 14, ele recebeu medicamentos e passou por exames médicos. O preso está se alimentando com pão e leite. Outros três detentos, que passaram mal no domingo, 12, também receberam medicamentos nesta terça, dois deles tomaram soro via oral dentro das celas.Os presos reclamam contra o aperto nas regras de controle do presídio e instalação de equipamentos que impedem a comunicação entre eles. No presídio funciona o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) destinado a presos indisciplinados do sistema. Marcos Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do PCC, continua mantendo a greve de fome.AtaquesUma autoridade do sistema prisional, que não quis se identificar, disse nesta terça que as ameaças de ataques a agentes penitenciários não são levadas a sério. "Essas ameaças foram feitas, ao que pudemos constatar, apenas para pressionar psicologicamente os agentes", disse a fonte. "Elas existiram, foram feitas por presos do CRP aos agentes, mas trata-se mais de um blefe para assustar os agentes do que de um projeto firme do PCC", acrescentou.Na semana passada, segundo os agentes, líderes do PCC afirmaram que vão manter a greve no CRP por 30 dias e por mais 30 dias na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Eles acrescentaram que se durante este prazo o governo não afrouxar as regras e fazer mudanças no CRP, iriam começar a matar os agentes.

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