Mendes Ribeiro é nome do PMDB para pasta

Partido vai levar indicação do líder do governo no Congresso a Dilma; se for o escolhido, gaúcho abrirá cadeira na Câmara para Eliseu Padilha

, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2011 | 00h00

Logo após Wagner Rossi comunicar à presidente Dilma que deixaria o Ministério da Agricultura, os caciques do PMDB, capitaneados pelo vice-presidente Michel Temer, se reuniram no Palácio do Planalto para discutir quem ocuparia a pasta. A cúpula peemedebista escolheu o nome do líder do governo no Congresso, o deputado gaúcho Mendes Ribeiro. A presidente espera a indicação oficial hoje.

Na saída da reunião, Temer evitou cravar o nome escolhido pelo partido antes de submetê-lo a Dilma. "Trabalhamos com quatro, cinco nomes, vamos ver até onde nós vamos", disse a jornalistas, após o encontro de uma hora no gabinete da Vice-Presidência. Provocado se o futuro ministro teria ficha limpa, Temer respondeu que sim, "assim como Rossi". Além de Mendes Ribeiro, outro nome mencionado na reunião foi o do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco (RJ).

Mendes Ribeiro não tem experiência na área de agricultura. No entanto, tem a simpatia de Dilma. Foi um dos únicos peemedebistas a fazer campanha para ela no Rio Grande do Sul.

A escolha de Mendes Ribeiro resolveria várias equações políticas com a saída de Rossi, que era apadrinhado por Temer. Em primeiro lugar, abriria vaga na Câmara para o suplente Eliseu Padilha (PMDB-RS). Presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Padilha é amigo de Temer e integrante da Executiva do PMDB.

Além disso, a vaga do ministério continuaria com o PMDB da Câmara e ficaria aberto o cargo de líder do governo no Congresso, que poderia ser negociado. O PMDB do Senado está de olho nessa vaga.

Segundo o vice-presidente, Dilma insistiu para que Rossi continuasse na pasta, salientando que ele seria um dos "melhores ministros" da Esplanada. "Mas ele resistiu e disse que não teria condições de continuar", relatou Temer, que acompanhou Rossi quando foi entregue a carta de demissão a Dilma.

Para Temer, Rossi deixa a pasta "prestigiado" tanto pelo setor da agricultura quanto pela própria presidente. Sobre os argumentos da oposição, de que a saída foi admissão de culpa, o vice disse que Rossi "não assumiu coisa nenhuma". "Ele foi capaz de responder a todas as questões e não deixar nenhuma dúvida em relação aos questionamentos", comentou o vice-presidente.

Temer disse que não há "preocupação" com o fato de o governo perder mais um ministro. "O governo continua trabalhando, substituindo aqueles que saíram", afirmou o vice presidente.

Também participaram do encontro o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) e os senadores Renan Calheiros (AL) e Valdir Raupp (RO).

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