Menina baleada em tiroteio em Moema pode voltar a andar

Priscila Aprígio, de 13 anos, está paraplégica, segundo boletim divulgado na manhã desta sexta-feira, 2, pelo Hospital Alvorada, onde ela permanece internada. De acordo com o boletim, ela saiu da UTI e foi para um quarto, e está consciente, se alimentando bem, mas sem os movimentos da cintura para baixo. Porém, o hospital esclareceu que a situação pode não ser a definitiva.A menina foi atingida em tiroteio na Avenida Ibirapuera, em Moema, após assalto à agência bancária, na quarta-feira, 28. Uma bala de fuzil atravessou o rim de Priscila e chegou à medula óssea da menina, que havia acabado de sair de uma clínica dentária e pegaria um ônibus para ir para casa.Os roubos a bancos na cidade de São Paulo aumentaram 82% entre 2005 e 2006. Para a polícia, o crescimento tem uma explicação: a conivência de seguranças privados das agências bancárias. "Essa é a principal causa desses roubos", disse o delegado Ruy Ferraz Fontes, titular da Delegacia de Roubo a Banco.A suspeita de conivência com ladrões existe no caso do roubo ao Itaú da Avenida Ibirapuera, na quarta, no qual Priscila foi baleada. A desconfiança da polícia existe porque o alarme do banco foi desligado uma hora antes do assalto e porque os ladrões sabiam o nome de uma gerente da agência. Para invadir o banco, um dos bandidos pediu a um dos seguranças que chamasse a gerente. Ela veio ver quem era e foi dominada. "Suspeitamos de que o bando recebeu informação privilegiada."Vinte e quatro horas depois do assalto em Moema, um novo assalto foi registrado na quinta-feira, 1º, desta vez no Bradesco da Avenida Cidade Jardim, na zona sul. Duas outras coincidências despertaram a atenção da polícia neste roubo: a falha na porta giratória detectora de metais e o cofre aberto.Texto alterado às 13h05 para atualização de informações.

Agencia Estado,

02 de março de 2007 | 12h08

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