Menina de 10 anos acusa padrasto de a engravidar no Paraná

Homem de 37 anos foi preso por ter mandado por roubo, mas delegado pediu prisão também por estupro

Evandro Fadel, O Estado de S.paulo

12 de novembro de 2008 | 17h31

Uma criança de apenas 10 anos, grávida de cinco meses, acusa o padrasto, de 37 anos, de ser o pai do filho que espera. Ela mora na cidade de Mirador, de pouco mais de 2,3 mil habitantes, a cerca de 500 quilômetros de Curitiba, no noroeste do Paraná. O padrasto foi preso segunda-feira, por já ter mandado de prisão expedido pela comarca de Presidente Epitácio (SP), por roubo qualificado. Mas o delegado-adjunto de Paranavaí, Deoclécio Detros, que investiga a nova denúncia, pediu prisão preventiva também por estupro, atentado violento ao pudor e tentativa de aborto. Segundo Detros, a diretora da escola em que a menina estuda desconfiou que ela estaria grávida, em razão da mudança no comportamento e do volume do abdome. Levada ao posto de saúde na última sexta-feira, houve a confirmação. Quando soube disso, o padrasto, que trabalha como motorista, saiu da cidade com a mãe da criança, com quem vive há seis anos, e um filho do casal. Ouvida pela polícia, a menina confessou que era abusada sexualmente pelo padrasto desde os oito anos. Ele foi preso em Santa Isabel do Ivaí, município próximo a Mirador. No depoimento, a menina disse que o padrasto chegou a comprar comprimidos e fez com que ela tomasse, com o intuito de provocar o aborto. "Ela tomou, mas não deu o resultado que o padrasto queria", salientou Detros. No entanto, ao ser ouvido pela polícia, o motorista negou todas as acusações. Ele foi colocado em uma cela isolada, na delegacia de Paranavaí, para evitar que seja torturado por outros presos. A Justiça deverá pedir exame de DNA tão logo a criança nasça para confirmar a paternidade. De acordo com o delegado, a mãe desconhecia os abusos, mas sabia da gravidez. Sempre que questionava a filha, ela se negava a falar quem a teria engravidado. Detros afirmou que o padrasto tinha ameaçado a enteada caso revelasse os relacionamentos e havia aconselhado a dizer que o pai de seu filho era um "moleque desconhecido". O Conselho Tutelar, que fez a denúncia à polícia, está dando assistência psicológica à criança.

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