Reprodução/Band
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Pai de participante do MasterChef diz que menina foi poupada de 'postagens vergonhosas'

Garota de 12 anos que participa do programa da Band virou alvo de assédio sexual em mensagens divulgadas nas redes sociais

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 21h28

O pai de uma participante de 12 anos do programa MasterChef Júnior, da Band, afirmou que a menina foi “resguardada de todas as publicações vergonhosas”, pois ele e a mulher administram as redes sociais da filha. A criança virou alvo de assédio sexual em mensagens divulgadas nas redes sociais.

Após a estreia do programa, na terça-feira, o nome da menina entrou para a lista de tópicos mais comentados no Twitter. “Panela nova é que faz comida boa”, dizia um dos comentários. “Se tiver consenso é pedofilia?”, indagava outro usuário. Nesta quinta, uma página de “admiradores” da menina foi criada no Facebook. No espaço virtual foram compartilhadas fotos da jovem e textos “defendendo” os elogios atribuídos a ela. Os perfis foram excluídos após ampla repercussão na rede.

O empresário Alexandre Schulz, pai da garota, afirmou que a menina foi “resguardada de todas as publicações vergonhosas”. Ele e a mulher administram as redes sociais da filha. “Como pais da participante do MasterChef Júnior, temos monitorado cada situação que ocorre nos canais sociais e, principalmente, ressaltamos a demonstração de carinho que temos recebido de amigos e fãs em incentivar a participação dela no programa de forma divertida e saudável”, afirmou ele por e-mail.

O pai disse ainda repudiar qualquer manifestação “vexatória ou que tenha conotação sexual envolvendo uma criança”. Schulz disse que analisa com o canal os procedimentos jurídicos a serem adotados. Pediu, enfim, que o nome da filha não seja divulgado para evitar que outras pessoas compartilhem as mensagens criminosas. 

A Band, em nota, lamentou o episódio. “A Band repudia e lamenta essas desagradáveis manifestações de extremo mau gosto. O foco do programa é o talento das crianças e nem de longe há qualquer provocação a esse tipo de estímulo”, disse a emissora, em nota.

Denúncias. Só em 2014, o site SaferNet Brasil, que recebe informações anônimas sobre discriminação e pedofilia na rede, registrou 51.553 denúncias de pornografia infantil em 22.789 sites diferentes. E 3.283 links foram removidos. 

“Às vezes, tem gente que quer denunciar o caso e acaba dando publicidade ao conteúdo. É preciso compartilhar a indignação, não o conteúdo em si. Senão se expõe ainda mais a menina que, neste cenário que se criou em poucas horas, ficou totalmente exposta”, disse o diretor do site, Rodrigo Nejm.

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