Menina morta em briga de trânsito foi vítima de ladrões

A menina Tainá, de 5 anos, morta durante uma briga de trânsito em São Paulo, foi vítima de um bando de ladrões. Preso nesta quinta-feira, P.R.S.S., de 17 anos, contou como a menina morreu."Depois dos tiros, o Vavá (Guilherme) saiu apavorado dizendo: ´Eu matei o cara, eu matei o cara´." O acusado afirmou que ele, Rodrigo Henrique Farrampa Guilherme, o Vavá, de 22 anos, e W., de 16, haviam saído naquela noite de domingo para roubar em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O grupo, segundo ele, já praticou de "seis a oito roubos juntos". W. e Guilherme continuam foragidos.Uma denúncia feita ao 27º Batalhão da Polícia Militar de São Paulo informou que o grupo de jovens ladrões envolvido na morte de Tainá se reunia numa casa da Rua Manoel Rodrigues, em Parelheiros, na zona sul. Doze policiais foram para o lugar e detiveram A.A.O., de 16 o Dudi, e F.C.S., de 16, a Fabiana. O casal confessou fazer parte da quadrilha que roubava casas nas zonas sul e oeste.A irmã mais nova de Guilherme, que também se chama Tainá, de 18 anos, disse que nunca tinha ouvido falar de P. e a família jamais suspeitou das amizades do rapaz. Ela reafirmou o que sua mãe dissera de Guilherme logo após o crime. "Ele é um bom filho, nunca deu dor de cabeça para a minha mãe e nunca teve problema com a polícia." Ao comentar a prisão de P., um dos vizinhos disse porém que "ele (Guilherme) sempre andou com esse pessoal."Ela afirmou que desde a morte da menina, Guilherme não apareceu mais em casa. "Eu não creio que foi ele. Minha mãe também não acredita. A principal dúvida é de onde apareceu a arma."

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