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Menina que não cresce é um desafio para a medicina

Garota vai completar sete anos, mas mede apenas 62 centímetros e pesa 4,2 quilos

Rene Moreira , O Estado de S.Paulo

06 Junho 2013 | 17h51

FRANCA - Um mistério para a medicina envolve a vida da pequena Evelyn Pereira Nascimento, que mora com a família em Piracicaba (SP) e que vai completar 7 anos em julho. Com essa idade, é de se imaginar uma criança já formada e com bem mais de um metro de altura. Mas Evelyn mede apenas 62 centímetros e pesa 4,2 quilos. O motivo dessas reduzidas dimensões segue desconhecido, apesar dos muitos exames a que já se submeteu.

A vida toda da garotinha foi marcada por muita luta. Ela nasceu prematura com sete meses no dia 29 de julho de 2006 já com alguns problemas que começaram ainda antes de a mãe, Adriana de Souza Pereira, dar à luz. Quando era gestante, ela teve uma infecção que acabou prejudicando o desenvolvimento do bebê. Porém, o que impede a criança de crescer os médicos ainda não descobriram.

Até os três anos de idade, Evelyn passou todo o tempo no hospital sem ganhar peso e com poucas chances de sobrevivência. Mas seu quadro de saúde foi evoluindo e ela acabou liberada para ir para casa. Vivendo com a família, continuou sendo tratada sem que voltasse a ser como uma criança comum. Apesar da idade, ela apenas engatinha e os pais esperam até hoje que a medicina consiga apresentar um diagnóstico sobre o que impede o crescimento da filha.

A família mora na periferia de Piracicaba e sobrevive com uma renda mensal de R$ 700. Para tratar a menina conta apenas com o serviço gratuito, como o que é oferecido no Centro de Reabilitação de Piracicaba, local em que recebe atendimento e seu caso é acompanhado por médicos. A criança também já passou por outros especialistas e até recebeu injeções de hormônio, mas sem resultado. Até hoje continua se alimentando de comida triturada e líquidos. A família diz necessitar de mais ajuda e afirma manter vivo o sonho de ver o problema de Evelyn ser descoberto e solucionado.

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