Menino de 6 anos passa bem após seqüestro de 63 dias

Lucas da Silva, de 6 anos, foi libertado na segunda-feira, 10, após 63 dias de cativeiro. A polícia encontrou o local onde o garoto era mantido refém depois de capturar um integrante da quadrilha. Ele levou os policiais ao cativeiro, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. O menino voltou ontem para casa."Hoje (ontem) é o dia mais feliz da vida da minha família", disse o pai de Lucas, Robson José da Silva, dono da escola para a qual o menino seguia quando foi seqüestrado. "Meu filho mais novo foi libertado e é aniversário do meu filho mais velho."Lucas fez 6 anos no dia 14 de junho, quando ainda estava no cativeiro. Segundo o pai, o garoto está bem. Agora, a família vai comemorar o aniversário e o reencontro do menino.O garoto foi seqüestrado na manhã do dia 7 de maio, quando ia para a escola. O irmão mais velho de Lucas, de 21 anos, levava o menino de carro para o colégio, no município de Arujá, na Grande São Paulo.AbordagemTrês homens armados participaram do crime. Eles seguiram Lucas e o irmão em outro carro. O bando abordou o veículo e colocou o rapaz no porta-malas. O menino foi levado no banco de trás.Os seqüestradores seguiram em direção à Rodovia Ayrton Senna. Avisada, a Polícia Rodoviária chegou a abordar o veículo. Os bandidos fizeram menção de que iriam parar, mas aceleraram. Segundo a família, os policiais rodoviários não teriam saído em perseguição ao carro dos criminosos.Os bandidos deixaram o carro em um posto de gasolina, desceram do veículo e seguiram a pé com o menino. O irmão conseguiu abrir o porta-malas e sair do carro para pedir ajuda.Durante a investigação, 11 pessoas foram presas pela polícia. Entre elas, um advogado renomado no município de Arujá, vizinho da família, que é apontado pela polícia como um possível articulador do crime.A mãe do garoto, Nádia Ferreira da Silva, fez apelos na televisão. Contou que Lucas tem problemas de saúde e precisava tomar remédios.Os bandidos fizeram contato apenas uma vez, assim que o menino foi seqüestrado. Depois, não voltaram a falar com a família.

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