Menino de 7 anos desaparece em enxurrada

Garoto correu atrás de bola de futebol e foi levado pelo Córrego Guarujá, zona sul, anteontem

Andressa Zanandrea e Gilberto Amendola, O Estadao de S.Paulo

08 de dezembro de 2007 | 00h00

Felipe Augusto, de 11 anos, passou o dia de ontem com a foto do irmão, Carlos Eduardo Ferraz de Oliveira, de 7, nas mãos e com uma cena na cabeça: a bola de futebol descendo o Córrego Guarujá, no Jardim Neide, zona sul de São Paulo. Às 21h30 de anteontem, eles estavam na entrada de casa, na beira do córrego, quando Carlos avistou a bola trazida pela enxurrada e tentou pegá-la. "Eu falei para ele não ir. Ele nem sabia nadar."Carlos não ouviu os apelos e foi para o córrego. "Eu gritei para que ele voltasse. Não me obedeceu. Eu cheguei a segurar a mão dele. O problema é que ele é magrinho e acabou caindo." Imediatamente, Felipe se atirou no córrego. "Fiquei com medo, mas só conseguia pensar nele." A força da água era tão grande que Carlos desapareceu rapidamente. Felipe percorreu uns 400 metros, gritando pelo irmão. Como não o viu mais, se segurou no mato da margem. A mãe de Carlos e Felipe, Daiane Ferraz Oliveira, de 25 anos, quando soube, entrou em estado de choque. Só ontem, enquanto uma equipe do Corpo de Bombeiros iniciava as buscas no córrego, ela conseguiu falar. "Meu coração de mãe foi embora com ele", afirmou. Até o início da noite de ontem, os bombeiros não haviam ainda localizado Carlos.MORTEO ajudante-geral Odenildo Pereira da Silva, de 46 anos, morreu no início da manhã de ontem, depois de ser atingido por uma árvore em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Segundo os bombeiros, pelo menos 12 árvores caíram entre a noite de anteontem e a tarde de ontem, por causa da chuva forte. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, eram 6 horas quando Silva passava pela Avenida Conselheiro Antonio Prado. Ele teria sido atingido na cabeça por uma parte da árvore. O resgate foi chamado, mas o impacto foi tão forte que o ajudante morreu na hora. O caso foi registrado no 1º DP.

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