Menino é eletrocutado em parque e morre

O menino Alexandre da Silva, de 10 anos, morreu no fim da tarde de domingo depois de receber uma descarga elétrica ao encostar em um brinquedo do parque de diversões Toy World na Praça Guilherme da Silveira, em Padre Miguel,zona oeste do Rio. Segundo a Assessoria de Imprensa do Corpo de Bombeiros, o parque foi interditado ontem porque não tinha autorização da Defesa Civil Estadual para funcionar.Como estava em uma praça, o parque não era cercado. Na hora do acidente, os brinquedos estavam parados. O garoto brincava de soltar pipa com um primo e amigos na tarde de domingo, quando encostou na grade de um dos brinquedos do parque e foi eletrocutado. A perícia feita pela polícia, de acordo com o delegado João Luiz Almeida e Costa, que investiga o caso, já constatou que o menino morreu por causa da descarga elétrica. "Ele estava descalço e isso serviu como condutor de eletricidade", disse. Alexandre morreu antes de chegar ao Hospital Estadual Albert Schweitzer. O pai do menino, Cléber Tavares, de 31 anos, disse ao delegado que estava próximo dos garotos, mas que não viu quando o filho levou o choque. "Ele disse que foi o sobrinho quem o chamou e disse que o Alexandre estava duro e roxo no chão", contou o delegado. Logo depois da morte do garoto, o parque foi vistoriado pela polícia e pelos bombeiros, mas funcionou durante parte da noite.Segundo o delegado, a advogada do parque, Roberta Fagundes, esteve na delegacia e informou que vai levar toda a documentação comprovando que o parque poderia funcionar. Ela negou que o menino tenha sido vítima de um choque elétrico. "Ainda vou ouvir o dono do parque, que está fora do Estado, e dei prazo de 48 horas para que ele se apresente e traga toda a documentação", disse Costa. Se for constatado que o parque foi omisso em sua montagem e algum erro provocou a morte do menino, o dono do parque, identificado até ontem apenas como Afonso, pode ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).Até o início da noite de ontem, o Estado não havia conseguido contatar a advogada. Ontem pela manhã, o parque foi desmontado. O menino foi enterrado no Cemitério do Murundu, em Realengo, zona oeste.

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