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Menino morre após suposto acidente na escola; família acredita em bullying

Para familiares, garoto, de 12 anos, foi agredido por colegas; polícia investiga caso

Carlos Mendes, Especial para O Estado

31 de agosto de 2016 | 15h45
Atualizado 31 de agosto de 2016 | 21h20

BELÉM - A polícia do Pará investiga a morte do estudante Eduardo de Souza Cordeiro, de 12 anos, que, segundo a família, teria sido agredido na tarde de terça-feira dentro da escola por colegas. Os parentes do menino afirmam que ele sofria bullying na escola estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, em Belém. Eles teriam comunicado o problema à direção do colégio e, segundo os familiares, nenhuma providência foi tomada.

A diretoria alega que o garoto foi vítima de um “acidente” durante o recreio, mas não explicou o que aconteceu. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que as duas versões estão sendo apuradas, mas não adiantou quais providências serão tomadas.

A criança apresentava ferimentos graves e morreu após sofrer cinco paradas cardíacas, durante a madrugada, no pronto-socorro municipal Mário Pinotti. Segundo a professora Regina Monteiro, o menino caiu e “bateu a costela”.

A professora disse que servidores da escola socorreram a criança com bolsas de gelo e afirmou que o menino foi embora para casa andando, levado por um tio e pela avó.

Os familiares contestam a versão da escola e dizem não acreditar em acidente. De acordo com Rosilene Leal, tia de Eduardo, o garoto pode ter sido espancado a pauladas, porque tinha muitos hematomas pelo corpo. Outro tio do estudante, Mauro Guedes, informou que o menino teve o pulmão perfurado, além do baço.

“Ele era um menino diferente, calmo e franzino. Em junho, um garoto deu uma surra nele no colégio. Ele vivia retraído e quase não falava, mas dizia que não queria voltar à escola”, disse Natália Leal, prima da vítima.

As aulas na escola foram suspensas nesta quarta-feira.

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