Menino não reconhece Adriano como sequestrador de irmã

O paranaense Adriano Vicente da Silva, que confessou a morte de crianças no Rio Grande do Sul, não foi reconhecido hoje pelo irmão da menina Luana, de 8 anos, como sendo o homem que a raptou em 16 de novembro. Submetido a uma sessão de reconhecimento, o menino, de 10 anos, apontou três homens como sendo parecidos com o seqüestrador. Na sessão foram utilizadas 28 fotos, em três séries, entre elas a de Adriano. Os homens apontados não têm qualquer semelhança com ele. A sessão de reconhecimento foi realizada na delegacia de Centenário do Sul, no norte do Paraná. Agora será verificado se os homens apontados pelo menino, que estava com a irmã na hora em que ela foi raptada, estão presos ou são procurados pelapolícia. Além de Adriano não ter sido reconhecido, o delegado de Porecatu, José Vítor Silva Pinhão, que preside o inquérito, disse que a forma de ação do seqüestrador de Luana difere do acusado das mortes no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, na próxima semana, a delegada do Serviço de Investigação à Criança Desaparecida (Sicride), Márcia Tavaresdos Santos, deverá viajar ao Rio Grande do Sul para interrogar Adriano. A polícia não descarta sua participação ou de um possível cúmplice no caso da menina. Em depoimento à polícia gaúcha, ele já mencionou que tem um amigo que dirige caminhão. Amenina desapareceu entre os municípios de Florestópolis e Prado Ferreira, quando tinha ido com o irmão buscar leite em umapropriedade rural. No trajeto, um caminhão parou perto das crianças e um homem ofereceu-lhes cobertores que estavam no baú. Quando elesentraram, a porta foi fechada. Durante a viagem, as crianças foram colocadas na cabine. Como o menino resistisse muito, foiespancado e abandonado desmaiado à beira da estrada.

Agencia Estado,

15 de janeiro de 2004 | 19h24

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