Nelson Antoine/Fotoarena
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Menino teria avisado colega de assassinatos

Suspeito de matar os pais policiais, a tia-avó e a avó, estudante telefonou para amigo na noite do crime; polícia continua a ouvir depoimentos

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2013 | 23h12

Um colega do estudante Marcelo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de ter matado os pais, que eram policiais militares, a avó e a tia-avó e cometido suicídio, disse nessa quarta-feira, em depoimento à polícia que o garoto ligou avisando sobre os assassinatos horas antes do crime. A família foi encontrada morta no dia 5, na sua casa na Brasilândia, zona norte de São Paulo.

Na quarta, foram ouvidas mais quatro testemunhas, totalizando 30 depoimentos já prestados à polícia. Pela manhã, foram ouvidos dois policiais militares que trabalhavam com o pai de Marcelo na Rota. À tarde, foram chamados uma colega de classe do menino e sua mãe. A polícia informou que a identidade das duas testemunhas foi preservada a pedido delas.

A principal suspeita, segundo a polícia, é que Marcelo tenha assassinado a tiros os pais, a cabo Andréia Regina Pesseghini, de 36 anos, e o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, a tia-avó e a avó e dirigido um carro da família até uma rua perto da escola, onde assistiu às aulas antes de voltar de carona para casa e se matar.

Enquanto o laudo pericial do Instituto de Criminalística não é divulgado, ainda surgem outras especulações sobre os crimes fora da linha principal de investigação, como a família ter sido executada por vingança ou mesmo um crime passional envolvendo os pais.

Caixa eletrônico. A Corregedoria da Polícia Militar anunciou nessa quarta que vai apurar a denúncia de que a cabo Andréia havia sido convidada a participar de furtos a caixas eletrônicos por colegas da corporação. O caso foi relatado pelo deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da Polícia Militar. Segundo ele, a PM afastou o coronel Wagner Dimas, comandante do 18.º Batalhão, que chegou a dizer que a cabo denunciou a participação de policiais militares em roubos. Em depoimento à Corregedoria, no entanto, ele voltou atrás e disse que se confundiu durante uma entrevista.

Em nota, a PM informou que o afastamento de Dimas foi provocado por motivo de doença. Além disso, a PM afirmou que a transferência do capitão Fábio Paganoto, o superior para o qual a cabo teria relatado a situação, ocorreu em 15 de dezembro de 2011, "sem qualquer relação com a suposta denúncia".

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