Menor J. dá informações diferentes em 2º depoimento sobre morte de Eliza

Adolescente alterou dia em que Bruno chegou ao sítio e deu novos detalhes da execução

O Estado de S. Paulo,

12 de julho de 2010 | 22h50

SÃO PAULO- O adolescente J., de 17 anos, deu nesta segunda-feira, 12, detalhes diferentes do que havia dito à polícia sobre o sequestro e assassinado de Eliza Samudio durante depoimento à Promotoria da Infância e da Juventude. Segundo o Jornal Nacional, que teve acesso ao texto, J. disse que, depois de machucada pelas coronhadas dadas por ele em Eliza, ela passou dois dias na casa de Bruno no Recreio (zona oeste do Rio), antes de seguir para Minas.

 

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Ele contou ainda que Bruno chegou ao sítio em Contagem (MG) no mesmo dia que a ex-amante e permaneceu lá por dois dias. No primeiro depoimento, o menor havia afirmado que Bruno só teria chegado ao sítio, de táxi, um dia depois de Eliza e que o goleiro só ficou no local por duas horas.

 

No depoimento, o jovem contou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, disse que eles iriam pegar Eliza porque ela "estava dando muita aporrinhação para Bruno por causa do filho que dizia ter com o goleiro". O garoto disse ainda que a mulher de Bruno, Dayane de Souza, já estava no sítio quando eles chegaram, mas ele não diz se o goleiro e Dayanne estavam no sítio no momento que Eliza foi morta. No relato feito à polícia, o menor havia dito que só encontrou Dayane de Souza no sítio depois do crime.

 

O adolescente dá novos detalhes de como teria acontecido o crime. Segundo J., Marcos Aparecido dos Santos teria se apresentado como policial e começado a interrogar Eliza sobre eventual uso de drogas. Na nova versão do garoto, enquanto o ex-policial aplicava a gravata em Eliza, Macarrão é quem teria amarrado as mãos da ex-amante de Bruno e não o policial.

 

Depois da morte e do esquartejamento, o menor disse que Macarrão ligou para o policial, que teria contado que os cães não comeram toda a carne de Eliza. Por isso, alguns restos mortais tiveram que ser colocados em uma sapata em construção, onde, depois, teria sido jogado concreto por cima.

 

 A Promotora de Justiça Mônica Marques, Presidente do Conselho Deliberativo do Programa Estadual de Proteção às Vítimas e Testemunhas de Infrações Penais (PROVITA), determinou, na última sexta a inclusão provisória no sistema do tio do adolescente J.

 

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o homem relatou ao delegado responsável pelo caso que vem sofrendo ameaças de morte desde que fez as primeiras denúncias, em uma rádio do Rio de Janeiro, contra o goleiro do Flamengo, "Macarrão", e outros suspeitos de envolvimento com o crime.

 

A equipe técnica do PROVITA deve realizar, na próxima semana, a entrevista de triagem com o tio do menor e, então, o Conselho Deliberativo do programa votará a inclusão definitiva dele no PROVITA.

 

Com informações de Julia Baptista

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