Menor nega todos os depoimentos que já prestou sobre caso Bruno

Em audiência em Contagem, primo do ex-goleiro disse que ele e atleta não participaram do crime e ainda que restos de Elisa Samudio não foram atirados para cachorros

Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2010 | 15h50

CONTAGEM - O adolescente de 17 anos, primo do goleiro Bruno Fernandes, negou nesta sexta-feira, 8, todos os depoimentos que já prestou relativos ao desaparecimento da ex-amante do jogador, Eliza Samudio. Ele foi ouvido na audiência sobre o caso que acontece no Fórum de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

No depoimento de hoje, o jovem, já condenado a medida socioeducativa de internação por período indeterminado por envolvimento no sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza, disse que foi coagido pela Polícia Civil fluminense para dar a versão inicial. Ele disse que não deu coronhadas na mulher desaparecida e também negou que Bruno estivesse no sítio onde ela teria sido mantida em cárcere privado e afirmou, inclusive, que nem conhece o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

 

Nos depoimentos anteriores, o menor afirmou que foi Bola quem matou Eliza e teria dado os restos mortais para cachorros comerem. O adolescente disse que, na verdade, teria conhecido outro Bola, que também cria vários cães, e, frente a frente com o ex-policial, pediu desculpas.

 

Quando o caso foi investigado, o menor, que prestou ao menos cinco depoimentos, tentou negar todo o caso que já havia confessado. Segundo a Polícia Civil mineira, porém, o rapaz descreveu sem erros o caminho para a casa de Bola, assim como detalhes da residência e até de marcas físicas do ex-policial.

 

Durante a audiência, o jovem teve uma indisposição e o depoimento teve de ser suspenso para que ele recebesse atendimento médico, mas foi retomado em seguida. O goleiro e outros oito acusados participaram do procedimento.

 

Este é o terceiro dia de audiências sobre o caso e devem ser ouvidas mais quatro testemunhas, sendo dois policiais e dois ex-caseiros do sítio do atleta em Esmeraldas, também na região metropolitana de Belo Horizonte, onde Eliza teria sido mantida cativa. Nos outros dias, o jogador passou mal e também teve que receber atendimento.

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