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Menores infratores promovem fuga em massa em Maceió

Trinta e quatro menores infratores - de um total de 49 internos - fugiram ontem à noite do Centro de Ressocialização de Menores (CRM), em Maceió. A fuga aconteceu por volta das 21h30, mas só foi confirmada hoje pela Secretaria Estadual de Justiça, responsável pelo CRM, que substituiu a antiga Febem. Os menores fugiram em massa depois de render monitores e danificar toda a parte elétrica do prédio, que fica no bairro do Tabuleiro do Martins.Segundo o diretor do CRM, advogado Marcelo Severo, os menores resolveram fugir depois do lanche noturno. "Eles arrombaram as portas dos quadros, renderam os monitores, destruíram a parte elétrica do prédio, deixando tudo às escuras e fugiram pelo portão dos fundos", afirmou Severo, que impediu a entrada da imprensa no prédio. Segundo ele, a proibição foi uma orientação do Conselho Tutelar da Criança e Adolescência, para evitar expor os menores que não participaram da fuga.O secretário estadual de Justiça, coronel João Evaristo dos Santos, informou no final da manhã de hoje que dos 34 fugitivos, 19 já haviam sido recapturados. "Eles estão recolhidos na Delegacia de Menores e no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão de Maceió", disse Santos, acrescentando que os menores só voltarão ao CRM quando o prédio estiver em condições de recebê-los. O próprio secretário disse que queria ouvir os menores, para saber deles se há denúncias de maus tratos dentro do CRM. "A princípio estava tudo em ordem. Estamos rigorosamente cumprindo o Estatuto da Criança e do Adolescente", disse o secretário, reconhecendo porém que o CRM enfrenta problemas gerenciais e administrativos. "Por isso, estamos estudando mudança na sua estrutura", afirmou Evaristo. Segundo ele, os menores recapturados foram entregues pelos próprios pais. O secretário acredita que outros 15 também se entregarão nos próximos dias. O último grave incidente no CRM aconteceu em 30 março do ano passado, quando quatro adolescentes - acusados de delatores - foram assassinados a punhaladas e tiveram seus corpos queimados pelos próprios colegas, numa das mais violentas rebeliões de menores em Alagoas. Na época, o secretário de Justiça era o defensor público Tutmés Ayran, que foi substituido pelo coronel Everisto no final do primeiro semestre deste ano.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2002 | 16h48

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