Menos homicídios e mais apreensão de drogas em Campinas

As ocorrências de homicídios, furtos e roubos tiveram queda em Campinas - 95 quilômetros a noroeste de São Paulo - no ano passado com relação a 2001, de acordo com balanço divulgado pela Polícia Militar de Campinas.Simultaneamente à queda dos índices de assassinatos (-15,07%), furtos (-2,48%), roubos (-21,89%), furtos de veículos (-24,86) e roubos de veículos (-29,15%), a PM registrou aumento de 31,74% nas ocorrências de apreensão de drogas em 2002 na cidade.No ano passado, homicídios e furtos haviam aumentado respectivamente 11,75% e 24,09% com relação a 2000. É a primeira vez em oito anos que a PM registra queda nos cinco tipos de ocorrências, que aumentaram consideravelmente no período.Somente os homicídios subiram 77,4% de 1995 (235 casos) a 2002 (417 casos) e 108,9% de 1995 a 2001 (491 casos). Em 1995, a PM registrou 6.501 casos de roubos e furtos de veículos em Campinas, e, no ano passado, 9.561, um aumento de 47%. Já em 2001, o número dessas ocorrências foi de 14.118, 117% maior que oito anos atrás.De acordo com o balanço da PM, o número de presos em flagrante aumentou 6,43%, de 2.459 em 2001 para 2.617 no ano passado. Em 2002 foram 836 casos de apreensão de drogas contra 627 do ano anterior, atingindo os 31,74% de aumento no registro dessa ocorrência conforme a PM.Segundo o comandante do Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2), que inclui Campinas, o coronel Reynaldo Pinheiro da Silva, a PM focou ?mais intensamente? em 2002 o combate ao homicídio. Foram criados grupos dentro da Polícia Militar que analisaram especificamente este tipo de ocorrência.Uma das constatações é de que a maioria dos assassinatos, 39%, ocorreram próximos a bares ou pontos de venda de bebidas alcoólicas. Nesses casos, conforme o coronel, é preciso que a prefeitura atue no sentido de fiscalizar e evitar que esses locais funcionem irregularmente.?A determinação da Polícia Militar era de superar todos os parâmetros estabelecidos pela Secretaria de Segurança Pública e resgatar a sensação de segurança, apesar das limitações de recursos, em face da enorme demanda de intervenções policiais?, alegou Silva.De acordo com o comandante, a ?imensa concentração urbana que leva a uma intensa luta pela sobrevivência?, a dificuldade para a formação de ?laços de solidariedade? e a falência de equipamentos sociais, como áreas de lazer e hospitais, podem ser apontados com algumas das causas da violência urbana.

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