Mensagem automática do Voo 447 é falha sobre velocidade

Jornal francês publicou relatos, sem citar nomes, afirmando que a velocidade do avião estaria errada

Andrei Netto, enviado especial,

04 de junho de 2009 | 14h53

O Escritório de Investigação e Análises de Acidentes Aéreos na França (BEA), que investiga o desaparecimento do Voo 447 da Air France, disse que a mensagem automática recebida do avião é falha para mostrar a velocidade que a aeronave estava voando. Sobre a recomendação técnica que a Airbus divulgaria nesta quinta-feira, segundo informação divulgada pelo jornal Le Monde, a agência de investigação não se posicionou.

 

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Segundo a agência de investigação, dois fatos podem ser afirmados até o momento: um é que a série de mensagens automáticas enviadas pelo Voo 447 são "incoerentes" em relação à velocidade do avião; o outro é que a rota do avião no domingo à noite teve tempo instável.

 

A agência advertiu contra qualquer interpretação ou "especulação precipitada" sobre o acidente. O jornal francês Le Monde publicou relatos, sem citar nomes, afirmando que a velocidade do avião estaria errada no momento do acidente.

 

Ainda de acordo com o Le Monde, uma nota que poderia ser divulgada pela empresa instruiria as tripulações a manterem a velocidade e a estabilidade da aeronave A330 de acordo com o recomendado nos manuais do fabricante. Esta instrução seria publicada em função da suposta falha diagnosticada na velocidade com que o voo AF 447 atravessou a tormenta na noite de domingo.

 

Uma porta-voz da agência não quis comentar essas informações do Le Monde e afirmou que não tem conhecimento de nenhuma nota técnica que tenha sido escrita pela Airbus. O BEA precisa aprovar todas as instruções técnicas que são elaboradas pelo fabricante.

 

Sobreviventes

 

Quatro dias após desaparecer sobre o Oceano Atlântico, continuam não esclarecidas as causas do acidente. Alguns especialistas estimam que os destroços encontrados pela Força Aérea Brasileira (FAB) oferecem a prova de que o avião caiu no mar, outros, pelo contrário, dizem que mostram que o aparelho explodiu no ar.

 

Uma das únicas certezas que se tem sobre o acidente é a informação dada pelo presidente da companhia Air France, Jean-Cyril Spinetta, nesta quinta-feira, 4, sobre a inexistência de sobreviventes.

 

O porta-voz das famílias, Guillaume de Saint-Marc, disse que Spinetta e outros diretores da companhia aérea informaram a parentes dos passageiros e tripulação que "o avião não conseguir amarar (pousar no mar) e que se desintegrou, seja no ar ou em contato com o mar".

 

Investigações

 

Informações da Marinha brasileira indicam que as operações de busca se concentram em uma área de cerca de 6 mil quilômetros quadrados próxima ao arquipélago de São Pedro e São Paulo, formações rochosas desabitadas que pertencem ao Brasil.

 

A grande extensão da área do Atlântico onde foram detectados alguns destroços do aparelho leva a crer que pode ter ocorrido uma explosão no ar, segundo a versão divulgada pelo jornal Le Figaro, que citou em sua edição de hoje fontes da investigação não identificadas.

 

"É possível observar fragmentos ao longo de uma distância de mais de 300 quilômetros", segundo a fonte do jornal francês, que acrescenta que isso "apoia (a teoria) de uma explosão, que teria afetado a aeronave em pleno voo, mais do que a de uma destruição ao entrar em contato com o mar".

 

Le Figaro acrescenta que, se tivesse ocorrido uma explosão a cerca de 10 mil metros de altura, isso se explicaria tanto por causa de um fenômeno meteorológico "excepcionalmente violento" quanto por uma "brusca despressurização" ou um "atentado terrorista".

 

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