Mentor entrega liderança do governo

Na próxima terça-feira, o vereador José Mentor (PT) entregará o cargo de líder do governo na Câmara Municipal para a prefeita Marta Suplicy (PT) e deixará para o seu sucessor, que deverá ser o vereador petista Arselino Tatto, a missão de conseguir votos suficientes para aprovar o pacote de projetos urbanísticos que tramitam na Casa: Plano Diretor, a anistia das construções e a regularização de loteamentos.A maior dificuldade do novo líder deverá ser mesmo a aprovação do Plano Diretor. Dentro do próprio PT e da base aliada há parlamentares que se colocam contra a proposta original entregue pelo Executivo e a do substitutivo, feita pelo relator do projeto, vereador Nabil Bonduki (PT)."O PT é muito atento, cioso de suas obrigações e tem que ser conversado e convencido", disse Mentor. Entretanto, entre os parlamentares da situação e da oposição, Mentor, mesmo sendo apelidado pelo vereador Gilberto Natalini (PSDB) de piloto do "trator do governo", é visto na Casa como um líder competente e uma peça-chave da prefeita, que teve aprovados todos os projetos que considerava prioritários para a sua administração.Para Mentor, essa foi uma de suas maiores vitórias no tempo em que ocupou a posição. "Não atropelamos o regimento (interno da Câmara), mas atuamos dentro do regimento com rigor da Mesa Diretora", defende-se o vereador. "Minha grande vitória foi a liderança conseguir aprovar os projetos do Executivo e consolidar e aumentar a base aliada."Segundo ele, a base hoje "tem mais de 30" e está fortalecida. "Ser líder do governo é uma atividade que absorve muito." Uma das últimas "tarefas" de Mentor foi conseguir aprovar na Casa, em segunda votação, o projeto que cria as Subprefeituras e extingue as administrações regionais.O projeto, mesmo povoado de denúncias de controle político dos vereadores nas subprefeituras, passou como o Executivo queria. De acordo com o vereador, quem apóia o governo, participa dele. "Os partidos que apóiam o governo, compartilham o governo, mas ninguém é dono de nada na administração do PT. Só se participa."Sempre tenso, o que considera um estilo, Mentor afirma que, em todos os projetos, sempre conversou com cada vereador individualmente, até a oposição formada pelos vereadores do PSDB foi consultada. "Foi uma experiência onde eu aprendi muito e que me deixou muito gratificado, contente e orgulhoso", comenta o candidato a deputado federal.Para Mentor, o novo líder do governo tem que ter, acima de tudo, tranqüilidade, seriedade, competência e ser "cumpridor dos compromissos que assume". Procurado pelo Estado, o vereador Arselino Tatto disse que não recebeu nenhum telefonema da prefeita para assumir a liderança do governo na Câmara. "Não estou nem em São Paulo. Vou voltar na próxima semana e, se isso acontecer (a indicação), será depois que a prefeita convidar", desconversou o parlamentar.Além de Tatto, outros nomes cogitados para a liderança do governo são os dos vereadores petistas Nabil Bonduki e João Antônio.

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