Mercadante arrecada 10 vezes mais, mas não supera Alckmin

Campanhas ao governo de São Paulo e ao Senado declaram maior parte dos gastos com programas de TV

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2010 | 00h00

A arrecadação da campanha do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, cresceu 10 vezes em um mês, de acordo com a segunda parcial de prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Saltou de R$ 840 mil em julho para R$ 9 milhões em agosto.

Membros da campanha petista comemoraram a evolução na conta de Mercadante. Agora, esperam superar os R$ 11,6 milhões arrecadados na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes de 2006. O valor é necessário para saldar as despesas de campanha empenhadas, especialmente para produção de programas de TV, que sozinha custou R$ 10 mi.

Geraldo Alckmin (PSDB), líder nas pesquisas de intenção de voto, manteve a dianteira também nos valores arrecadados para sua campanha. A conta tucana cresceu cinco vezes, passando de R$ 3,6 milhões em julho para R$ 15 milhões em agosto.

Segundo as informações prestadas pela campanha de Alckmin, o tucano já gastou tudo o que arrecadou - os R$ 15 milhões já foram empenhados. Somente seu programa de TV custou R$ 6 milhões, e R$ 1,2 milhão foi gasto com material impresso.

Os valores apresentados tanto por Mercadante como por Alckmin, no entanto, estão longe do teto de gasto fixado pelas campanhas. Os petistas pretendem gastar até R$ 46 milhões e os tucanos, R$ 58 milhões.

Segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada no dia 3 de setembro, Alckmin lidera a corrida estadual e venceria no primeiro turno com 51% das intenções de voto. Mercadante tem 20%.

O presidente licenciado da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PSB), apareceu com apenas 2% das intenções de voto na pesquisa, mas apresentou arrecadação polpuda à Justiça Eleitoral - R$ 10 milhões - e já gastou R$ 6,6 milhões.

Os dados dos doadores de campanha dos candidatos, no entanto, só serão divulgados oficialmente pela Justiça Eleitoral no dia 2 de novembro, a partir da prestação de contas final.

Senado. A candidata do PT ao Senado e líder nas pesquisas, Marta Suplicy, arrecadou mais do que a soma de todos os seus adversários. Segundo os dados apresentados à Justiça Eleitoral, a ex-prefeita de São Paulo obteve R$ 4,6 milhões para promover sua candidatura.

Ao todo, Marta utilizou a maior parte do bolo para seu programa de TV: R$ 1,1 milhão. De acordo com a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, ela tem 36% das intenções de voto.

Seu colega de chapa e vice-líder na pesquisa com 26%, o vereador Netinho de Paula (PC do B) declarou arrecadação de R$ 1,1 milhão. Seu principal gasto é descrito como "serviço prestado por terceiros", em que empenhou R$ 820 mil.

Orestes Quércia (PMDB), que desistiu ontem da corrida pelo Senado, declarou arrecadação de apenas R$ 144 mil e gasto de R$ 120 mil.

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