Mercadante começa a definir estratégia unificada com Marta

Antes mesmo do lançamento oficial das pré-candidaturas, petistas fazem 'aquecimento' conjunto

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2010 | 00h00

O PT preparou, anteontem à noite, em São Paulo, um "aquecimento" para lançar, no próximo sábado, as pré-candidaturas de Aloizio Mercadante ao governo paulista e de Marta Suplicy ao Senado. Em seus discursos, pontuados por duras críticas às gestões tucanas no Estado, eles delinearam as diretrizes da campanha e disseram apostar nos "últimos comícios de Lula" como pontos-chave do processo eleitoral.

O evento, apresentado como 1.º Congresso das Direções Zonais do PT paulista, reuniu deputados e vereadores do partido no auditório de uma universidade no centro de São Paulo. O palco foi adornado por um grande painel com as imagens de Mercadante e Marta ao lado da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. O slogan: "Em 2010, vamos colocar São Paulo a favor do Brasil."

Marta, a primeira a discursar, disse estar "animadíssima" com a chapa petista, que, segundo ela, "nunca esteve tão unida e forte". "Vamos revolucionar esta cidade e o interior", afirmou.

A pré-candidata ao Senado amparou sua fala na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ela, a economia "está bombando". "E os 16 anos de tucanato vão pesar", disse, em referência às gestões dos ex-governadores Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Mercadante afirmou contar com Lula como principal cabo eleitoral. Segundo ele, o presidente fará em São Paulo seus últimos comícios no cargo, o que deve atrair eleitores em peso.

Em seu discurso, ele apostou na "mudança" e em críticas à educação paulista - destacou a greve dos professores, que terminou uma semana após Serra deixar o governo. "Professores não vão ser tratados com intransigência, autoritarismo e borrachada", disse, garantindo que todas as centrais sindicais estarão em seu palanque.

Sobre o programa de governo, Mercadante disse contar com "criação e inovação" e uma "atitude republicana" com o Estado, caso Dilma seja eleita. Fez críticas ao transporte paulista e um pedido: "Me ajudem a ganhar esta eleição."

Vagas. O PT paulista ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice de Mercadante. Segundo o senador, o PDT já ofereceu nomes e o PSB cogita entrar na aliança caso a candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, não se concretize. A segunda vaga para o Senado, ao lado de Marta, é do PC do B, que deve indicar o vereador e cantor Netinho de Paula para a disputa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.