Mercadante critica Serra em Campinas

Candidato do PT ao governo de São Paulo, o senador Aloizio Mercadante, fez severas críticas a seu rival José Serra, candidato do PSDB, neste sábado, 22, em Campinas, interior de São Paulo. De acordo com o petista "a candidatura do meu adversário tem dificuldade de explicar o que foram os oito anos de Fernando Henrique Cardoso e os doze anos de PSDB e PFL no Estado". Mercadante também atacou o tucano pela renúncia ao cargo de prefeito de São Paulo. "Ele se prontificou a governar a cidade até o fim, assinou uma carta, registrou no cartório e simplesmente abandonou a maior cidade do Brasil, que tem tantos problemas, e tenta agora usar o governo do Estado como um trampolim para seu projeto pessoal", disse o senador.As críticas continuaram em relação aos problemas com a violência que São Paulo enfrenta com os ataques atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "Falta uma a política de prevenção. A Polícia Civil, hoje, tem o segundo pior salário do Brasil. A Polícia Militar recebe menos que a polícia do Acre. Temos que valorizar as polícias, separar os presos por grau de periculosidade em prisão de segurança máxima. Nós precisamos tirar o comando do crime", observou.O petista não disse nem que sim nem que não a um suposto acordo que estaria costurando com o também candidato ao governo do Estado pelo PMDB, Orestes Quércia, de os dois não trocarem agressões durante o período eleitoral e um provável apoio a quem conseguir chegar ao segundo turno. "A gente faz uma campanha olhando para frente. Vou fazer minha campanha apresentando propostas, apresentando alternativas. Eu não vou fazer minha campanha agredindo quem quer que seja. O que interessa na campanha para São Paulo é saber quais são as propostas. Vou provar que PSDB e PFL são absolutamente incompatíveis com o Estado de São Paulo", disse.O candidato ao governo do estado pelo PT esteve em Campinas para o lançamento da candidatura do deputado estadual Renato Simões, que concorre a deputado federal. No ginásio onde aconteceu o ato político, estavam afixados sete cartazes com críticas ao candidato do PSDB a presidente da República Geraldo Alckmin, como "criminalização dos movimentos sociais" e "descaso com a reforma agrária" são "modelos de Alckmin para o Brasil".No discurso para aproximadamente 600 pessoas que participaram do evento, Simões chegou a ofender o senador e presidente nacional do PFL Jorge Bornhausen (SC), por ter dito que "a gente vai se ver livre daquela raça pelo menos por 30 anos", se referindo aos militantes do PT depois das denúncias do mensalão. "Ele é uma das figuras mais nojentas da política dos últimos anos. Vamos dar uma resposta a esse nazista nas urnas", afirmou Simões.De Campinas, Mercadante seguiu para Paulínia e Americana onde também participou do lançamento de campanhas para deputados estaduais e federais pelo Partido dos Trabalhadores. No domingo, 23, o candidato estará em Jundiaí, também para o lançamento de outras candidaturas do PT.

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