Mercadante defende fim da aprovação automática

Em visita a Capivari, no interior do Estado, candidato do PT criticou pedágios e disse que vai incentivar ferrovias

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

Candidato ao governo de São Paulo, o senador Aloizio Mercadante esteve em Capivari na companhia do senador Eduardo Suplicy. Nas ruas, pegou carona na popularidade dos artistas Netinho, candidato ao Senado, e Agnaldo Timóteo, que concorre a deputado. Falando a cerca de 80 militantes num restaurante da cidade, disse que seu primeiro ato, caso eleito, será acabar com a aprovação automática nas escolas. "Essa coisa de passar sem saber e sem assistir aula vai acabar no Estado". A uma queixa do prefeito de Capivari, Luis Campaci (PMDB) de que a cidade está cercada por pedágios e tem estradas ruins, disse que o pedágio é imposto disfarçado e tem preços altos. "Vamos reduzir as tarifas, acionando a cláusula do equilíbrio financeiro dos contratos". Também prometeu reativar as ferrovias.

Mercadante defendeu a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso da presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano, que gerou uma crise entre Colômbia e Venezuela. "O Brasil é um fator de estabilidade política na região e já mediou o conflito entre Venezuela, Colômbia e Equador com sucesso".

Ele disse que o governo Lula é "melhor que o de FHC" também nisso e cobrou a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na campanha do PSDB. "Cadê o FHC nessa campanha?", indagou. Mercadante atribuiu ao "nervosismo" da oposição as declarações sobre suposta ligação do PT com as Farc.

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