Mercadante diz que volta agora a ser um ''militante'' do PT

Apesar da derrota, petista diz que votação expressiva e aumento da bancada podem ser consideradas vitórias

Adriana Carranca, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2010 | 00h00

Eram 22h43 quando a coordenação de campanha do candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, desistiu de brigar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) por uma definição sobre os votos dos adversários impugnados e reconheceu a vitória do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) - até então, a equipe ainda acreditava que os votos de Mancha, do PSTU, Igor Grabois (PCB) e Paulo Bufalo (PSOL), somados, poderiam reduzir a vantagem do PSDB e levar a eleição ao segundo turno. Foi quando, com olhos marejados, o coordenador da campanha, Emídio de Souza, reuniu o presidente do PT, Edinho Silva, o candidato a vice, Coca Ferraz, e o marqueteiro da campanha, Augusto Fonseca, para dar a má notícia a Mercadante.

Minutos depois, por telefone, Mercadante parabenizou o adversário pela vitória. "Desejei a ele um bom governo", disse o petista. Em seguida, falou a jornalistas. "Considero que nossa campanha fez um trabalho extraordinário. Reconheço a vitória de Alckmin, mas quero também agradecer aos mais de 8 milhões de eleitores que me deram seu voto", disse Mercadante, visivelmente abalado, ao lado da mulher, Regina, e do filho, Pedro.

Mercadante disse que, a partir de hoje, voltará a ser um militante do PT e vai às ruas pela candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. "Amanhã (segunda-feira) vou acordar militante, vou para a rua para eleger a Dilma, porque esse é o meu compromisso com o nosso projeto, o projeto do presidente Lula. no qual eu sempre acreditei", disse.

Apesar da derrota, Mercadante avaliou a campanha do PT em São Paulo como "vitoriosa". "Aumentamos expressivamente a bancada. Foi a maior votação que o PT já teve em São Paulo, portanto acho que saímos vitoriosos", disse. Em um balanço da campanha ao governo paulista, se disse "satisfeito". "Fico satisfeito por colocar na agenda assuntos importantes como a necessidade de renegociar o valor dos pedágios, investir em educação, transporte coletivo, valorizar professores e policiais."

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