Mercadante e Skaf são os palanques da petista em SP

Objetivo do PT é tirar o favoritismo de Alckmin e levar a corrida ao governo paulista para o segundo turno das eleições

Adriana Carranca, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2010 | 00h00

A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) declarou ontem apoio ao candidato do PSB ao governo paulista, Paulo Skaf, dando largada à ofensiva para levar o pleito em São Paulo ao segundo turno e, assim, aumentar as chances do petista Aloizio Mercadante na corrida pelo Estado.

"Aqui em São Paulo eu tenho dois palanques, o Skaf é um deles. O outro é Mercadante. E eu vou dar força para os dois porque ambos me apoiam", disse, durante visita à unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no bairro do Brás, ao lado de Skaf.

Com larga vantagem de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de votos à sucessão presidencial, o PT decidiu intensificar esforços em São Paulo, há 16 anos sob gestão tucana. A estratégia, segundo fontes de dentro do PT, vem sendo articulada há cerca de três semanas, desde que as pesquisas começaram a apontar com mais segurança o favoritismo da candidata petista nas eleições para ocupar a Presidência.

Até o fim da campanha eleitoral, Dilma e Lula devem cumprir pelo menos uma agenda em São Paulo por semana. Lula estará sempre ao lado de Mercadante, como tem sido nas inserções de TV no horário eleitoral gratuito. Dilma, por sua vez, terá novos compromissos ao lado de Skaf. A campanha estadual promete "dar força" não apenas para o candidato do PSB, mas também o do PP, Celso Russomanno.

Na visão dos petistas, o presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf, e Celso Russomanno, que atrai o voto dos malufistas, têm potencial para tirar votos do adversário Geraldo Alckmin (PSDB), minando o favoritismo do tucano ao governo de São Paulo.

"Campanha é a arte de agregar, não de dividir. Para fazer a campanha crescer, temos de articular com todas as forças", disse o presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, que acompanhou Dilma Rousseff à unidade do Senai. "Estamos todos do mesmo lado, juntos pelo melhor", declarou Edinho a Skaf.

A candidata petista negou o clima de "já ganhou" na campanha à sucessão presidencial e atendendo ao pedido de Lula, de aumentar o tom da campanha em São Paulo, a ex-ministra fez comparações sobre a criação de escolas profissionalizantes, destacou planos de integrar o ensino médio e técnico e criticou a educação sob gestão PSDB e o preço dos pedágios paulistas.

O ensino profissionalizante e a redução das tarifas de pedágio são as principais bandeiras de Mercadante. À tarde, o petista mostrava ânimo. "No segundo turno é outra eleição. E como eu sei que chegarei lá, sei também que estaremos todos do mesmo lado", referindo-se a um possível apoio de Skaf e Russomanno.

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