Mercadante lança livro e Lula prestigia

Senador comemorou ida do presidente ao evento, pois ela faltara a eventos ligados a sua candidatura

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

Disposto a alavancar a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, o presidente Lula prestigiou ontem o lançamento do livro escrito pelo senador ? Brasil, a construção retomada ?, em evento na Livraria Cultura, na capital paulista.

Minutos antes de entrar na livraria, Lula recebeu representantes de servidores do Judiciário estadual, em greve desde abril. Grevistas se preparavam para aproveitar a presença de Lula e organizar um protesto. O presidente recebeu os grevistas na garagem e o protesto foi abortado.

Lula permaneceu no local por cerca de 20 minutos. Ao lado de Mercadante, escreveu dedicatórias e posou para fotos. Nas páginas do livro do próprio Mercadante, deixou uma mensagem: "Para o querido companheiro Aloizio Mercadante, com a certeza de que você representa a esperança para milhões de brasileiros."

Entre políticos locais, curiosos e leitores, Mercadante comemorou a presença de Lula, que não esteve nem no lançamento de sua pré-candidatura nem na convenção estadual do PT em que seu nome foi oficializado. "Ele disse para mim e já repetiu várias vezes que vai ser um militante dedicado nesta campanha. Ele acredita na minha candidatura, neste projeto, ele sabe que eu sou candidato porque, entre outras razões, acho que o que deu certo no Brasil dará certo em São Paulo aqui comigo", afirmou o senador.

Dilma. Na apresentação do livro, Mercadante, curiosamente, cita apenas duas figuras políticas: Dilma Rousseff e o vice-presidente José Alencar, um "ícone nacional de honradez, otimismo e dedicação ao Brasil e à vida", segundo o senador. Sobre Dilma, afirma que ela "desempenhou um papel destacado, especialmente na coordenação de governo no segundo mandato do presidente Lula".

Nas digressões sobre o sistema político-institucional, Mercadante cita o caso do mensalão. "A perpassar as barganhas, é admissível que tenha vindo à tona, sempre, o problema do financiamento de campanhas eleitorais futuras ou a quitação de dívidas pretéritas pendentes de pleitos anteriores. No governo Lula não seria diferente. A rigor, aí está o cerne da crise política que, em 2005, se abateu sobre o PT e os partidos aliados, no chamado episódio do mensalão", diz Mercadante no livro. Par ele, o caso revelou um "mal sistêmico".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.