Mercadante reclama de Tiririca a partido aliado

Petista pediu ao PR que mude o discurso do humorista ou retire seu nome da propaganda na TV por considerar que proposta é de ''anticandidatura''

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, pediu ao PR que o humorista Tiririca, candidato a deputado federal, mude o discurso ou retire o seu nome da propaganda eleitoral na TV. Para Mercadante, a proposta de Tiririca é de uma "anticandidatura".

O PR integra a coligação que apoia o candidato do PT na disputa estadual. Tiririca é considerado um "puxador de votos" pela legenda, já que tem o número de mais fácil memorização - 2222. Nas propagandas de TV, o nome de Mercadante acompanha as mensagens de Tiririca.

"Ou tem um discurso, quem quer que seja, sério, republicano, cidadão, ou eu, evidentemente, não tenho interesse em estar associado a qualquer uma dessas candidaturas", afirmou o candidato do PT.

"Tem de ter um discurso construtivo, propositivo, responsável, que é o que o eleitor e a democracia brasileira precisam."

Segundo Mercadante, que participou ontem de um almoço na Câmara Portuguesa de Comércio, ao lado do candidato a vice-presidente da chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), o PR vai mudar a candidatura do humorista, que ganhou notoriedade por usar o bordão "Tiririca, pior que tá não fica", o que tem lhe rendido muitas críticas.

"A propaganda é ruim mesmo", comentou o petista em tom de brincadeira. Na opinião dele, os partidos são responsáveis pelas candidaturas e não a coligação que recebe o apoio.

Pedido de resposta. Mercadante voltou a criticar o candidato tucano Geraldo Alckmin, que o acusou, no programa de TV de anteontem, de ter faltado a uma sessão do Senado na qual foi aprovado um empréstimo de R$ 1 bilhão para a modernização das composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

"Entramos hoje com pedido de resposta no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Eu não só estava, tanto que até me pronunciei, como presidi a comissão que aprovou o empréstimo, na verdade de R$ 535 mil", disse.

Imagem. Mercadante reiterou ontem a estratégia de associar seu nome à imagem e popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista afirmou que o apoio de Lula será fundamental para levar a candidatura em São Paulo para o segundo turno.

"Não tenho dúvidas de que o meu melhor argumento é de que o que o presidente fez no Brasil, podemos fazer em São Paulo. Se deu certo em nível nacional, também pode dar no local", afirmou o candidato.

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