Mercadante tenta driblar divisão da base

Com o martelo batido no nome do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para o governo de São Paulo, o PT agora se debruça em um plano para driblar o racha na base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no maior colégio eleitoral do País. Enquanto prepara o lançamento da candidatura, Mercadante trabalha para atrair aliados e se firmar como o "verdadeiro" candidato do governo Lula no Estado.

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2010 | 00h00

Se depender das conversas dos últimos dias, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, terá mais de um palanque no Estado. O PSB fala em investir no presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, enquanto o PP ameaça lançar o deputado Celso Russomanno (SP).

No PT, a ordem é não conter esforços para evitar a divisão. Se o plano fracassar, Mercadante será exaltado como o nome de Lula para vaga. "Ele é o candidato de Lula. Mas Dilma não vai recusar apoio de ninguém, seja em São Paulo ou em qualquer lugar", diz o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).

Mercadante tem liderado pessoalmente a montagem da chapa. Nos últimos dias, distribuiu convites para jantares e reuniões para tratar da sucessão. O plano será coroado esta semana, num encontro com siglas como PDT, PC do B, PR e PRB. O PSB, por outro lado, se mostra pouco confiante nas chance de retomar a aliança. "Ainda existe uma chance, mas é muito remota", diz o presidente do PSB paulista, deputado Márcio França (SP).

Mesmo que a divisão persista, o time de Mercadante já se arrisca num palpite para a chapa. Nesse caso, o PDT fica com a vice. A primeira vaga no Senado irá para a ex-prefeita Marta Suplicy e outra para o PC do B.

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