Mercadante vê tucanos lentos para Copa

Segundo ele, com mudança do projeto de novo estádio, tudo terá de ser refeito a partir do zero, com o risco de São Paulo não sediar o Mundial

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2010 | 00h00

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, acusou o governo paulista de "lentidão" por não ter definido ainda o estádio onde ocorrerá a abertura da Copa do Mundo, em 2014, na capital paulista.

Segundo o candidato, que participou ontem de um almoço-debate com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), a mudança do projeto para o futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, na zona leste, demonstra que o governo tem sido muito lento na tomada de posições.

"Há R$ 2,9 bilhões reservados no orçamento para a construção e foi feito um projeto executivo, que levou 9 meses para ser concluído, prevendo o Morumbi. Com o novo local, tudo terá que ser refeito e vamos começar do zero, com o risco de São Paulo, a exemplo de Tóquio, não sediar a Copa. Não há justificativa para o atraso", criticou.

De acordo com Mercadante, o projeto executivo para a abertura da Copa no Morumbi previa a construção de uma praça subterrânea em frente ao estádio, a extensão de uma linha do metrô desde o Aeroporto de Congonhas até o estádio, a construção de uma via perimetral cortando Paraisópolis e a estação de metrô Vila Sônia, que ficaria na praça na frente do centro esportivo.

Com a escolha do futuro Estádio do Corinthians será necessário fazer um outro projeto. O local deverá estar pronto já para sediar a Copa das Confederações, em 2013. "Não sei se houve algum problema com o São Paulo, mas o mais correto seria que o Estado resolvesse a dificuldade e garantisse a Copa, que deve gerar muitos negócios, aqui", disse ele, que afirmou não ver problemas em ser no Corinthians o palco da abertura da Copa.

O candidato estimou a chegada de 600 mil turistas ao Brasil durante o evento esportivo e a circulação de outros 3 milhões de brasileiros em função da Copa. O projeto executivo para o Morumbi previa que em 1.º de março deveriam começar as obras. "Perdemos seis meses de trabalho, que já deveria estar ocorrendo", disse.

A assessoria de imprensa do governo paulista disse que o governador Alberto Goldman (PSDB) não se pronunciaria sobre o estádio, por se tratar de assunto de campanha eleitoral.

Imposto zero. Em corpo a corpo no centro da capital paulista, o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, minimizou o crescimento do adversário petista na última sondagem Ibope/Estado/TV Globo. Mercadante subiu nove pontos, passando de 14% para 23% das intenções de voto. "Está dentro da margem", afirmou o tucano.

Alckmin, que lidera as pesquisas com 47% do eleitorado, prometeu ontem zerar o imposto da cesta básica. "A ideia é não ter tributo para gêneros alimentícios", disse. "Vamos reduzir para o consumidor para reduzir preço dos produtos e melhorar o consumo." /COLABOROU ROBERTO ALMEIDA

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