Mercadante volta a atacar política de segurança do PSDB

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) aproveitou um evento de campanha na zona sul da capital paulista para lançar mais críticas sobre a política de segurança adotada pelo governo do Estado durante a gestão do PSDB. Relembrando os ataques realizados pela facção criminosa PCC em São Paulo, candidato petista ao governo paulista saiu em defesa de medidas que permitam dar perspectiva de recuperação no sistema prisional e melhorar a situação de categorias profissionais ligadas à área."Nós não podemos aceitar que o crime organizado tome conta dos presídios e ameace sociedade", disse o senador, em um discurso para militantes do PT na região de Capela do Socorro, uma região que engloba cerca de 500 mil eleitores e um dos principais redutos petistas."Mas também não podemos permitir que as prisões se transformem em um campo de concentração, onde os presos não têm nenhuma perspectiva de recuperação", acrescentou."A lei estabelece prerrogativas sobre presos que têm que ser cumpridas. Eles têm imediatamente que receber roupas, medicamentos, alimentação adequados" afirmou, acrescentando que o Brasil deveria seguir exemplos de países como o Japão, onde os presos trabalham durante o cumprimento da pena e recebem remuneração que é depositada em uma caderneta de poupança.Ao comentar especificamente a situação dos agentes penitenciários no Estado, Mercadante voltou a defender o porte de arma para esses profissionais e pediu um engajamento do governo para proteger a categoria. "Nós temos que fortalecer os agentes penitenciários, uma categoria que está totalmente exposta", disse o candidato.Mercadante também voltou a defender o fechamento da Febem e a criação de um novo sistema correcional para jovens. Lembrando que São Paulo é o único Estado a manter a Febem, o senador afirmou que a instituição se transformou em um "colégio do crime". Entre as propostas do senador para a questão da segurança estão ainda a separação de presos por grau de periculosidade e o isolamento de líderes crime organizado.DesafioO senador lançou um desafio a seu principal adversário, o ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB): disse estar esperando para ver o rival rondando as ruas da periferia da cidade e explicando aos eleitores os motivos que o levaram a deixar a prefeitura antes da conclusão do mandato."Eu acho que ele (Serra) deveria vir aqui na periferia, onde ele disse que ia fazer um monte de coisas e não fez", disse Mercadante.Durante a manhã, Mercadante passeou pelas ruas da região, cumprimentou comerciantes e ouviu propostas dos eleitores. Mesmo assim, também encarou algumas críticas no meio do caminho, como a de um chaveiro que se queixou do fato da visita ocorrer apenas em época de eleição. "A gente só vê esse tipo de coisa nessa época. Quando passa a eleição isso acaba", disse o comerciante. Mercadante respondeu alegando que a presença do PT na região pode ser vista permanentemente, com as melhorias realizadas pela ex-prefeita Marta Suplicy. "Nós estamos sempre aqui", respondeu o senador.

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