Mercado não acredita em ameaças ao executivo americano

Executivos do setor de gás natural não acreditam que o assassinato do executivo Zera Todd Staheli, diretor da área de gás e energia da Shell, tenha sido provocado por questões profissionais ? embora, em depoimento à polícia, sua filha tenha falado de um telefonema de Londres com ameaças por causa do gasoduto Brasil-Bolívia. Não há grandes conflitos no setor de gás no Brasil atualmente, disse um dos entrevistados pelo Estado, nada que motivasse um assassinato brutal como o que ocorreu na madrugada de sábado. Staheli estava há pouco tempo no Brasil e ainda não era um rosto muito conhecido no mercado - não havia participado de eventos públicos, como seminários e congressos.O executivo era responsável pela área de transporte de gás da Shell no Cone Sul, tendo sob sua responsabilidade os 7% que a empresa detém no capital do gasoduto Brasil-Bolívia, além da participação na transportadora boliviana Transredes. Esta empresa chegou a protagonizar uma disputa com a Petrobras, pelo transporte do combustível em território boliviano. A estatal brasileira acabou construindo um gasoduto paralelo ao da Transredes para levar seu gás.Segundo informações do mercado, uma das funções designadas a Staheli era descobrir oportunidades para a construção de gasodutos pela Shell no Brasil, trabalho já executado por ele na Ucrânia.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2003 | 19h42

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