Wilton Junior/Estadão
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Mesa Diretora da Câmara envia caso Flordelis ao Conselho de Ética

Relatório foi aprovado por unanimidade e Conselho de Ética analisará o caso; deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo

Pedro Caramuru, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2020 | 11h16

A Mesa Diretora da Câmara aprovou por unanimidade a admissibilidade do relatório contra a deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do pastor e marido Anderson do Carmo. O parecer do corregedor da Casa, o deputado federal Paulo Bengtson (PTB-PA), segue agora para ser analisado pelo Conselho de Ética da Câmara.

“A deputada não apresentou as provas contrárias àquilo que está sendo acusada, o que nós julgamos quebra de decoro. Demos a admissibilidade do processo e seguimento para o Conselho de Ética, que vai fazer a análise de que punições ela [Flordelis] poderá ter”, afirmou Bengtson.

Conforme relatou Bengtson, o presidente da Casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiu o compromisso de colocar em votação na próxima semana a retomada, de forma remota, das atividades tanto do Conselho de Ética, quanto de outras quatro comissões permanentes.

Próximos passos

Com a decisão da Mesa Diretora, o processo segue para o Conselho de Ética da Câmara, colegiado responsável por analisar a conduta dos parlamentares e recomendar a cassação. Após esta análise, caberá ao plenário decidir se a acusação de assassinato é ou não motivo para perda do mandato.

O caso Flordelis

A parlamentar, que é pastora evangélica e cantora gospel, é considerada a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em 16 de junho de 2019 ao chegar em casa, em Niterói. Ele tinha 42 anos.

Em 24 de agosto, Flordelis foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) por quatro crimes consumados e um tentado: homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. Sete filhos e uma neta de Flordelis, também denunciados pelos crimes, estão presos.

Com imunidade parlamentar, ela não foi presa, mas passou a usar tornozeleira eletrônica após decisão da Justiça do Rio. 

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