Mesmo após desfile, censura à Viradouro é assunto na Sapucaí

Polêmica decisão da Justiça de proibir alegoria sobre Holocausto divide a opinião de celebridades no desfile

Jacqueline Farid, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2008 | 01h11

A decisão da Justiça de impedir o desfile do carro do holocausto da Viradouro continuou rendendo comentários, mesmo após o bem-sucedido desfile da escola. O cantor e compositor João Bosco, que elogiou o trabalho do carnavalesco da escola, Paulo Barros, acredita que o carro deveria ter desfilado. Já o ator Paulo Betti ponderou que esse é um assunto delicado para ser abordado numa escola de samba. Ambos assistiam aos desfiles desta noite da Sapucaí no camarote da Brahma.   Mangueira e Viradouro empolgam a Sapucaí no 1º dia Saiba como foram os desfiles no Rio no primeiro dia Qual escola de samba será campeã no Rio?  Veja as melhores imagens dos desfiles em SP Qual escola de samba será campeã em SP?  As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil    Veja a comemoração do carnaval pelo mundo     "O carro do holocausto poderia ter vindo, causaria um arrepio muito parecido com os outros carros, mas a escola fez um belo desfile sem ele", disse João Bosco, que torce pelo Império Serrano, escola que tenta retornar ao Grupo Especial. Para ele, foram arrepiantes os carros da Viradouro que reproduziram uma estação de esqui ou uma invasão de baratas, assim como a ala de tarântulas.   O mangueirense Paulo Betti disse que o holocausto é um assunto delicado. "Acho que se as pessoas sofreram com isso, passaram por um acontecimento tão triste, têm o direito de se incomodarem com a abordagem do assunto", afirmou. O ator acredita que "falar sobre o holocausto no cinema, na literatura é uma coisa, talvez em meio a uma festa não seja o melhor momento de se abordar (o assunto)".

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