Mesmo após recuo do governo, Igreja ataca propostas

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Dimas Lara Barbosa, disse ontem que o fato de o governo ter alterado itens no Programa Nacional de Direitos Humanos não muda a posição da Igreja a respeito do assunto.

José Maria Mayrink e Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2010 | 00h00

"Nossa declaração sobre o tema vale para a versão original e para a modificada", disse d. Dimas, referindo-se à modificação do texto sobre o aborto e à eliminação do artigo que proibiria a exibição de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

A comissão encarregada de redigir a declaração da CNBB sobre o programa foi informada pelo secretário de Direitos Humanos, ministro Paulo Vannuchi, de que haveria mudanças no texto. Apesar disso, o plenário da Assembleia Geral da CNBB, encerrada ontem, manteve o texto de sua declaração, enumerando os pontos rejeitados pelos bispos.

"Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição", diz a declaração da CNBB.

A direção da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) também atacou as mudanças. Segundo sua presidente, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), apesar de ter suprimido a prévia audiência coletiva para concessão de mandados de reintegração de posse, o governo não afastou a mediação nos casos de invasão de propriedade.

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