Mesmo com reforço, Santa Catarina registra 11 ataques

Prédio da administração penitenciária e viatura da Polícia Rodoviária foram alvo de disparos, um dia após transferência de 21 detentos

RAFAEL THOMÉ, ESPECIAL PARA O ESTADO

06 Outubro 2014 | 02h04

FLORIANÓPOLIS - Após o desembarque de 30 soldados da Força Nacional de Segurança em Santa Catarina, que sofre com ataques de criminosos em 26 cidades desde o dia 26 de setembro, o prédio do Departamento de Administração Prisional (Deap) em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi alvo de disparos na madrugada deste domingo, 5. Além dos tiros ao Deap, o Estado registrou 11 ataques durante a madrugada.

De acordo com a Polícia Civil, dois homens que estavam em uma moto dispararam cinco tiros na direção do edifício, por volta da 1h deste domingo, mas ninguém foi atingido. O atentado aconteceu no dia seguinte à ação de combate aos ataques feita pelo Deap e pela Polícia Militar, que transferiram 21 detentos para penitenciárias de outros Estados.

Ainda antes de o dia raiar, a viatura de um policial rodoviário federal foi alvo de criminosos em Florianópolis. Segundo o Corpo de Bombeiros, os suspeitos queimaram completamente o veículo que estava estacionado na garagem de um prédio residencial em Canasvieiras, onde mora o agente da Polícia Rodoviária Federal.

Neste domingo, o Estado recebeu mais reforço de forças federais em 24 municípios. Com as tropas do Exército no Estado, não foram registrados novos incidentes, desde que foram abertas as eleições.

A onda de ataques em Santa Catarina já ocasionou o registro de 99 ocorrências pela Polícia Militar, totalizando 84 atentados e 15 apreensões de materiais suspeitos desde o dia 26 de setembro.

Operação. No sábado, 4, os homens da Força Nacional de Segurança receberam a ordem de reforçar as operações policiais, a fim de conter o incêndio de ônibus e coibir que bases da polícia ou mesmo residências de policiais sejam atacadas a tiros. No mesmo dia, 21 presos catarinenses foram transferidos para uma unidade federal em Porto Velho, Rondônia. O grupo, que foi reunido em presídios de todo o Estado, é acusado de ser mandante da terceira onda de atentados em Santa Catarina.

Rio. Na capital fluminense, traficantes armados do Morro do Chaves tentaram bloquear a Avenida Brasil, na altura de Costa Barros, zona oeste, na manhã deste domingo, para roubar motoristas. De acordo com informações do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), uma viatura da PM passava pelo local e impediu a tentativa de arrastão, que ocorreu por volta de 10h40. A via expressa não chegou a ser bloqueada, mas houve breve troca de tiros.

Após expulsarem os traficantes, que na fuga retornaram ao Morro do Chaves, os policiais acionaram o BPVE, que reforçou o patrulhamento no local. Ninguém foi preso. Na quarta-feira, 1º, a Avenida Brasil teve o trânsito interditado diversas vezes na altura da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por causa de tiroteios. Pedestres e passageiros de ônibus tiveram de se proteger dos tiros, durante o confronto que envolveu traficantes do Complexo da Maré e policiais militares./COLABOROU IDIANA TOMAZELLI

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