Mesmo não sendo eleito, Ney Suassuna ainda pode ser punido

O senador Jefferson Péres (PDT-AM) apresenta quarta-feira no Conselho de Ética o relatório que poderá resultar na inelegibilidade do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) pelos próximos oito anos, por envolvimento com a máfia das ambulâncias. Péres disse que não vai adiar a leitura do parecer, como ocorreu em setembro, mesmo se houver apenas um senador presente. Ele mantém a decisão em sigilo, embora mais de uma vez tenha condenado o desleixo de Suassuna com relação às emendas ao Orçamento da União, a ponto de permitir que uma funcionária as assinasse em seu lugar. O fato de o senador da Paraíba não ter sido eleito, segundo Jefferson Péres, não modificará seu parecer. Da tribuna, Suassuna atribuiu sua derrota nas eleições a "alguns setores da imprensa, especialmente a TV Globo. Ele disse que, desde maio, foi massacrado diariamente pelos principais jornais e televisões do País, "e, é claro, esse massacre se refletiu nas urnas". No seu entender, a CPI dos Sanguessungas atuou como um tribunal do Santo Ofício, além de ter sido traído por antigos companheiros e por líderes políticos jovens, que ajudou a projetar no cenário político da Paraíba. Ele lembrou que seu adversário no Estado, eleito domingo, Cícero Lucena (PSDB), foi julgado e condenado a ressarcir os cofres públicos por desvio de recursos na chamada Operação Confraria, "recursos esses que hoje, certamente, fazem falta nas escolas, nos hospitais e na mesa dos paraibanos".

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