Polícia Militar do Rio de Janeiro
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Mesmo sem música, réveillon em Copacabana terá policiamento maior do que em 2019

Evento vai contar com 2.482 policiais militares distribuídos na avenida Atlântica e nas ruas internas do bairro de Copacabana

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2021 | 22h08

RIO - Embora a tradicional festa de Réveillon de Copacabana, na zona sul do Rio, não conte com atrações musicais este ano e esteja restrito a queima de fogos, prevista para durar 16 minutos, a Polícia Militar mobilizou um efetivo de 21% maior do que o mobilizado na passagem de 2019 para 2020, o último com evento normal antes da pandemia de covid-19. Ao todo, 2.482 policiais militares vão atuar na avenida Atlântica e nas ruas internas do bairro.

O policiamento também vai contar com duas novidades tecnológicas: pela primeira vez as equipes de patrulhamento vão usar câmeras portáteis, adquiridas recentemente pelo governo estadual. O mesmo equipamento será utilizado pelos policiais da Operação Lei Seca. A outra novidade tecnológica será o registro de ocorrência por um sistema online. O esquema especial de policiamento vai começar às 8h de sexta-feira, 31, e se estenderá até as 20h de sábado, 1º.

O policiamento em Copacabana será coordenado por operadores posicionados em dois carros de comando, um estacionado na avenida Princesa Isabel e outro em frente à rua República do Peru. Serão instaladas 30 torres de observação (15 no calçadão e 15 na areia), para auxiliar as equipes do policiamento dinâmico. Nos dois principais corredores internos do bairro, a avenida Nossa Senhora de Copacabana e a rua Barata Ribeiro, estarão posicionadas 64 viaturas. Mais 72 viaturas ficarão baseadas em outros pontos ou no policiamento dinâmico. Em apoio à Prefeitura, policiais das equipes de motopatrulhamento estarão a postos nos 32 pontos de bloqueio de trânsito de acesso ao bairro.

Além de Copacabana, haverá reforço do policiamento em outros nove locais da capital onde haverá queima de fogos:  Aterro do Flamengo (zona sul), Piscinão de Ramos, Ilha do Governador, Igreja da Penha, Parque Madureira (zona norte), Bangu, praia de Sepetiba, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca (zona oeste). Na maioria desses bairros, as ações de segurança pública terão a preocupação adicional de não permitir que o público se aproxime das áreas destinadas à colocação dos fogos para evitar acidentes. Em Copacabana e no Flamengo os fogos ficarão em balsas flutuantes, no mar, mas nos demais locais os explosivos serão instalados em solo.

Haverá duas equipes de policiamento montado atuando na Zona Sul – uma na Avenida Princesa Isabel e outra no Aterro do Flamengo. Ambas as equipes fazem parte do Pelotão Destacado do Regimento de Polícia Montada, inaugurado há 15 dias no Jockey Club Brasileiro. Ainda na Zona Sul, o reforço contará com a participação de policiais do Bepe (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios), que atuarão nas torres de observação.

Também serão empregadas equipes de unidades especiais, como o Batalhão de Polícia de Choque, incluindo o Getem (Grupamento Especial Tático em Motopatrulhamento), o Getar (Grupamento Especial Tático de Ações Rápidas) e o Batalhão de Ações com Cães (BAC). O Grupamento Aeromóvel (GAM), utilizando aeronaves e drones, fará o monitoramento da orla, de vias expressas e rodovias estaduais e federais. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) estará de prontidão para eventuais necessidades.

Também será reforçado o policiamento nas cidades litorâneas com maior fluxo de turistas, especialmente na Região dos Lagos. Em todo o território estadual serão mobilizados 18.045 mil policiais e 2.280 viaturas.

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