WILTON JUNIOR / ESTADÃO
WILTON JUNIOR / ESTADÃO

Mesmo sem obrigatoriedade, cariocas seguem de máscara

No Centro da cidade, no primeiro dia da nova regra, maioria usava a proteção; quem estava de rosto descoberto tinha acessório à mão

Marcio Dolzan e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2021 | 23h27

RIO - O uso de máscaras de proteção deixou de ser obrigatório em locais abertos a partir desta quinta-feira no Rio, mas no movimentado Centro da cidade isso não foi perceptível. No início da tarde, eram raras as pessoas que circulavam sem a proteção. E boa parte (dos poucos) que não usavam estavam com o acessório à mão.

A capital fluminense deixou de obrigar o uso da máscara em locais abertos na quarta-feira, mas a medida passou a vigorar oficialmente na quinta, quando foi sancionada lei pelo governador Cláudio Castro (PL).

"Acho correta essa flexibilização, com o avanço da vacinação, acho correta", disse o advogado Jackson Viana, de 73 anos. Apesar disso, ele manteve a máscara enquanto caminhava pela avenida Sete de Setembro. "Mantive a minha por costume e por segurança, porque não tem como saber se está todo mundo vacinado", pontuou.

Em praticamente todos os pontos da região central o uso de máscaras se manteve. Nos pontos de ônibus e estações do VLT, locais que tradicionalmente geram acúmulo de pessoas, o uso da proteção era regra. Na praça em frente ao Teatro Municipal e na região da Igreja da Candelária, pontos que se ligam pela Av. Rio Branco, quem circulava também usava o acessório.

Na região da Lapa e na Uruguaiana, apenas alguns ambulantes dispensaram o uso. Um ambulante falou à reportagem que nem sabia que a obrigatoriedade não existia mais, e alegou que apenas havia tirado a máscara por uns minutos. "Vou usar ainda, tenho um pouco de medo", afirmou.

Lista de critérios para uso de máscaras

A secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro divulgou nesta quinta-feira os critérios que permitirão aos municípios fluminenses flexibilizar o uso de máscaras em lugares abertos onde não haja aglomeração. Só poderão tornar não obrigatório o uso desse equipamento de proteção contra a covid-19 os municípios em que 65% da população total ou 75% da população com 12 anos ou mais estiverem completamente vacinados (com duas doses ou dose única) contra a doença e o mapa de risco divulgado semanalmente pela pasta indicar risco moderado, baixo ou muito baixo de contaminação pelo coronavírus.

Se, a qualquer momento depois que o município flexibilizar o uso de máscara, ele voltar a figurar com risco alto (identificado pela cor vermelha) ou muito alto (cor roxa) de transmissão do vírus, as máscaras voltarão a ser de uso obrigatório em ambientes abertos.

Em ambientes fechados, o uso de máscaras continua sendo obrigatório. Isso vale também para equipamentos de transporte público coletivo (ônibus, metrô e trens), estabelecimentos comerciais, industriais e de serviço e áreas fechadas de uso comum de condomínios residenciais e comerciais. A fiscalização do uso de máscaras compete ao Poder Público municipal.

As regras constam de resolução emitida pela secretaria estadual de Saúde e publicada nesta quinta-feira, 28, em edição extra do Diário Oficial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.