Metade dos alunos volta ao colégio depredado

A Escola Firmino de Proença retomou as atividades no dia seguinte à depredação com metade dos alunos que estudam pela manhã. Segundo um deles, professores se abstiveram de tocar no assunto. Mas do lado de fora vários grupos de jovens da unidade discutiam o episódio após a saída das 12h20. Amigos dos alunos detidos - que não quiseram ser identificados - diziam ser falsa a informação de que eles estivessem com maconha. Do lado de fora, porém, a Firmino de Proença não apresentava muitas marcas do conflito. Não havia sinais de descarte dos 47 vidros, 50 carteiras, duas mesas de professor, dois bancos, dois cavaletes e quatro cestos de lixo avariados durante a confusão, segundo o boletim de ocorrência. De acordo com a Secretaria de Educação, o material havia sido reposto.As imagens do circuito fechado de TV da escola foram requisitadas pelo delegado assistente do 8º DP, Eduardo Luís Ferreira. "O pessoal já quebrou essas câmeras faz uma cara (longo tempo)", disse um estudante. Funcionários serão ouvidos na próxima semana para tentar identificar os responsáveis pelo quebra-quebra na unidade.A versão dos alunos detidos é conflitante. Segundo a reportagem apurou, S.S.L., de 16 anos, afirma ter sido agredido por um dos dois policiais militares que detiveram ele e D.S.S. ,que fez 15 anos no dia da confusão. O mais velho teria alegado que o PM chegou a levá-lo para trás da quadra da escola, onde continuou a apanhar. Ontem, ao passar em frente à escola, não foi possível observar marcas dos supostos golpes.A avó do estudante mais novo, Socorro Santos, de 48 anos, diz que ele negou ter apanhado da polícia. O delegado Ferreira afirma que tanto S.S.L. como D.S.S. não afirmaram terem sido agredidos quando foram ouvidos, na presença dos pais.

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