Metade dos ingressos para o Carnaval já foi vendida

A um mês do início do carnaval, metade dos ingressos para assistir aos desfiles das escolas de samba de São Paulo foi vendida. Até agora, cerca de 35 mil dos 70 mil lugares foram comprados. Na Liga Independente das Escolas de Samba, que reúne as agremiações e organiza os desfiles, não há preocupações a respeito. "Em fevereiro, a procura aumenta", observa o presidente da Liga, Robson de Oliveira.Neste ano, tal como em 2000, as apresentações do Grupo Especial estão divididas em duas noites. As duas campeãs, Vai-Vai e X-9 Paulistana, escolheram a noite na qual vão desfilar, e as demais agremiações se apresentam em ordem definida por sorteio. Pérola Negra e Unidos de São Lucas, que subiram para o Grupo Especial, abrem as exibições.Na sexta-feira, 23 de fevereiro, desfilam Pérola Negra, Camisa Verde e Branco, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, X-9 Paulistana, Leandro de Itaquera e Imperador do Ipiranga. No sábado, Unidos de São Lucas, Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tucuruvi, Morro da Casa Verde, Vai-Vai, Rosas de Ouro e Nenê de Vila Matilde. Apesar de um aparente desequilíbrio na divisão das escolas - três das mais populares e de maior torcida se apresentam no sábado -, Oliveira acredita que os dois dias terão boa presença de público. Ele não ficará surpreso se a campeã sair na sexta-feira. "As escolas chamadas médias vão surpreender com com um trabalho alternativo e emocionante."Ao contrário do ano passado, as agremiações não terão de se ater a um enredo obrigatório e pré-estipulado. Os temas são livres.Mesmo com o atraso ocorrido no repasse de verbas da Prefeitura, os barracões trabalham sem parar. De acordo com a liga, a administração municipal liberou até agora cerca de R$ 4 milhões, faltando ainda cerca de R$ 3 milhões.Nas escolas onde o dinheiro fez mais falta, as equipes revezam-se em turnos para recuperar o tempo perdido. É o caso da Leandro de Itaquera, onde artesãos trabalham 24 horas. Em outras, onde o ritmo não chegou a ser afetado, o serviço mantém-se intenso.Para minimizar os danos que pudessem ser causados pela falta de dinheiro, a liga conseguiu que a Rede Globo antecipasse o pagamento dos direitos de transmissão dos desfiles deste e do próximo ano. Ainda assim, organizaram-se frentes de trabalhopara atender às necessidades de algumas agremiações, com os contratados recebendo salário-mínimo e alimentação.Outro problema surgiu de uma liminar do juiz titular da 39ª Vara Cível da Comarca da capital, Virgílio de Oliveira Júnior, expedida no dia 11, determinando que a Liga das Escolas de Samba não execute músicas este ano no sambódromo, sem antes obter a autorização do Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais (Ecad). Este ano, venderam-se antecipadamente mais de 80 mil discos com os sambas-enredo, ante 45 mil em 2000.

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