Metade dos que precisam de remédio não podem comprá-lo

Metade dos pacientes que precisam de algum medicamento no País não podem comprá-lo. A informação está num estudo feito por médicos e farmacêuticos de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O Brasil é o nono país do mundo em consumo de remédios, mas a divisão é extremamente desigual. Segundo o estudo, 50% das pessoas que precisam de um medicamento não podem comprá-lo. E quando não conseguem nem na rede pública, abandonam o tratamento. Nas farmácias, 15% da população, a parcela mais rica, compra 48% dos medicamentos, enquanto 51% dos brasileiros, os mais pobres, consomem apenas 16%. Os dados estão numa cartilha feita pelos Conselhos de Medicina e Farmácia de São Paulo e pelo Idec, Instituto de Defesa do Consumidor. O presidente do Conselho de Medicina de São Paulo, Desiré Carlos Callegari, diz que a falta de remédios obriga o governo a gastar mais. "Porque o paciente piora, e é atendido no pronto-socorro e nos hospitais públicos em condições piores", explica.

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