Metade era gaúcha ou morava no RS

Das vítimas do vôo 3054 da TAM, 90 viviam no Estado ou eram de lá

Marcelo Auler e Fabiana Cimieri, O Estadao de S.Paulo

21 Julho 2007 | 00h00

Das 186 vítimas que estavam no vôo 3054, 90 são gaúchos ou moradores do Rio Grande do Sul, segundo o capitão da Brigada Militar Luiz Fernando Santos Carlos, que atende familiares das vítimas em Porto Alegre. Destes 90, dois corpos haviam sido identificados e liberados. Um é o gerente comercial do SBT, José Luiz Souto Pinto, cujo corpo chegou de madrugada à capital gaúcha. Outro é o advogado José Antonio Lima Luz, auditor contábil que morava em Londrina e cujos restos mortais deveriam chegar à cidade ontem. Segundo a tia de Luz, Marlene Cabral, ele foi a Porto Alegre visitar a mãe, Hilda, que tem 85 anos e está com problemas de saúde. O vôo de volta, até Londrina, tinha escala em São Paulo. A mãe ainda não havia sido informada da morte. Luz seria enterrado em Porto Alegre. Segundo o capitão, algumas das vítimas que residiam no Rio Grande do Sul não serão identificadas nem com exame de DNA, tal o estado de carbonização. O exame é a terceira opção de identificação, após a visual e a da arcada dentária. RIO A primeira vítima do acidente do vôo 3054 da TAM a ser enterrada no Rio foi o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Guilherme Duque Estrada, de 64 anos. Seu corpo foi identificado anteontem pelo sobrinho Hélio Beltrão no Instituto Médico-Legal de São Paulo e sepultado ontem, em Niterói. ''''Um funcionário me levou até um galpão para me convencer de que um reconhecimento rápido como eu queria seria impossível. Havia mais de cem corpos lá. A maioria estava 100% carbonizada'''', disse Beltrão. O corpo de Estrada foi um dos primeiros a ser reconhecido porque no bolso da sua calça estavam documentos intactos. Ele também usava uma cinta para hérnia na cintura. Um funcionário da TAM, que assistiu ao enterro, está acompanhando a família e dando suporte em questões burocráticas e financeiras.

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